Flanelinha atua livre no MAM

Motoristas dizem que ‘negociam’ e são obrigados a pagar preços que vão de R$ 5 a R$ 15

Por thiago.antunes

Rio - Quem vai ao Museu de Arte Moderna (MAM), no Aterro do Flamengo, não sofre apenas com as filas gigantescas para a exposição do escultor australiano Ron Mueck. O DIA flagrou neste domingo uma ‘tropa’ de flanelinhas agindo livremente no entorno do local, com a ausência de guardas municipais.

Constrangendo motoristas, eles os cercam e fazem suas ofertas: os preços variam entre R$ 10 e R$ 15, e caem também para R$ 5. Muitas vezes, fazem das vagas do Rio Rotativo — que sai a R$ 2 — espaço privado e cobram acima do valor.

O ‘festival’ de irregularidades ocorre nas vias de acesso ao museu — ao lado do posto de gasolina. Já o gramado entre as duas pistas do Aterro do Flamengo (em frente ao MAM) também foi usado como estacionamento de motoristas, que são orientados pelos ‘guardadores’. Sem a presença deles, agentes da CET-Rio multaram os veículos.

Guardador aborda motoristas que chegam ao Museu de Arte Moderna. CET-Rio multa os carros em seguidaAlessandro Costa / Agência O Dia

“Eu consegui estacionar no Rio Rotativo e pagar R$ 2 a um credenciado. Mas, pelo entorno, a situação é caótica. Primeira vez que vim de carro, e fiquei assustado com o que vi”, observou o taxista Rogério Andrade, de 57 anos, que saiu de Niterói. O turismólogo Francesco Sireno, 31, trabalha diariamente e aos fins de semana em um prédio ao lado do MAM. Ele relata que o problema também ocorre durante a semana.

“Sempre consigo achar vaga no Rio Rotativo e pagar R$ 2. Em final de semana, está impossível estacionar. Hoje, os flanelinhas me cobraram R$ 10. Recusei, e dei R$ 2 para não ter problemas”, queixou-se. Apesar das queixas, a Guarda Municipal garante que atua no local e só ontem contou com 29 agentes. Disse ainda que, se flagrarem ação de flanelinhas, eles são encaminhados à delegacia.

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