Vendedores de praia reclamam de movimento fraco e faturamento baixo

Depois de verão de preços abusivos, ambulantes percebem queda nas vendas

Por tabata.uchoa

Rio - Quem reclama que durante a estação mais quente do ano as praias cariocas ficam insuportavelmente cheias teve um dia de glória neste sábado. Apesar do calendário oficial estar no outono, o clima foi típico de verão e os termômetros marcaram até 36° na cidade. Porém, bem diferente da rotina comum durante os meses de dezembro, janeiro e fevereiro, a orla da Zona Sul não estava lotada e não foi necessário disputar cada centímetro da areia, para felicidade daqueles banhistas que curtem um clima mais reservado.

Com as praias esvaziadas%2C ambulantes reclamam do faturamento baixoFernando Souza / Agência O Dia

Nem todo mundo, porém, gosta de ver a praia assim, esvaziada. Os ambulantes e barraqueiros se queixam muito da queda abrupta nas vendas. Helena Costa, dona da barraca Helena Mineira, que trabalha há 20 anos no Posto 8, reclama do movimento. "As vendas tão péssimas, muito fracas mesmo. De bebida, de tudo. A gente tem muita despesa aqui. Paga a prefeitura, paga associação de barraqueiro, vigilância sanitária e o retorno tá péssimo."

Helena aproveita para destacar uma curiosidade: a época do ano parece deixar os cariocas mais mão de vaca. "Nessa época do ano, o pessoal chora demais, quer pagar metade na cadeira, quer tudo de graça. Muito complicado", diz ela. O vendedor de chapéus, Genival Brito, que trabalha há 35 anos nas praias, confirma a teoria "Essa época, a redução nas vendas é de mais de 50% e o pessoal chora demais, fala que já passou a época, pede muito desconto...", afirma. Vale lembrar que esse foi o verão de maior controvérsia em relação aos altíssimos preços praticados nas praias, com saladas de frutas custando R$40,00 e uma porção de linguiça calabresa chegando a inacreditáveis R$60,00.

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