Por thiago.antunes

Rio - A relação entre Dilma Rousseff e o PMDB-RJ lembra um velho samba de Nelson Sargento: “Nosso amor é tão bonito/ Ela finge que me ama/ E eu finjo que acredito.” A amizade entre a presidenta e o governador é praticamente uma exceção à regra.

Para um deputado peemedebista há o que classifica de “jogo de vagabundo”; um apoio formal, mas sem comprometimento. “Na campanha, vamos usar o nome da Dilma em favelas, mas não nos panfletos distribuídos na Zona Sul, onde há maior rejeição a ela”, diz.

Sem mudanças

As adesões peemedebistas a Aécio Neves (PSDB) não deverão afetar as relações de Dilma com os governos estadual e municipal. Pezão está fechado com ela, e Eduardo Paes não quer saber de nada que atrapalhe os investimentos federais. De férias, Sérgio Cabral acompanha tudo de longe.

Apetite petista

Para parlamentares do PMDB, o PT, ao lançar Lindbergh Farias ao Palácio Guanabara, reproduziu uma estratégia nacional. “Eles querem a Presidência e os principais governos ”, se queixa outro deputado, repetindo o coro que se ouve em vários estados.

No relógio

Pezão tem surpreendido quem estava acostumado com a falta de pontualidade de Sérgio Cabral. Outro dia, ele teve que esperar meia hora por Eduardo Paes — os dois participariam de solenidade na Santa Casa. Numa feira de saneamento, os deputados Christino Áureo e Leonardo Picciani chegaram quando o governador já estava de saída.

Lindbergh paz e amor

Prefeitos petistas que abraçaram a candidatura de Pezão estranham uma certa passividade de Lindbergh Farias. Achavam que o senador iria apertar o cerco contra eles. Até agora, nada.

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