Por paulo.gomes
Moradores enfeitaram a Travessa Santa Clara%2C em Niterói%2C para a Copa do MundoAlessandro Costa / Agência O Dia

Rio - Faltando 38 dias para a Copa do Mundo, famílias e amigos se mobilizam para enfeitar suas ruas. Em Niterói, Tijuca e Vila Isabel, algumas já estão quase prontas. Na Travessa Santa Clara, no bairro Ponta da Areia, Niterói, desde 1978, o casal Paulo Noel Viana, 65 anos, e Neusa Oliveira Viana, 59 anos, organizam a festa.

“Nosso objetivo é unir todo mundo. Lá se vão três gerações”, conta o aposentado. O filho caçula, o gerente operacional Sandro Viana, 32, herdou do pai a paixão pelo futebol e a tradição de embelezar a via. Alguns latões foram doados pelo Google. Os R$3 mil gastos foram arrecadados entre os vizinhos, como Maria da Silva, 86 anos. “O importante é manter a tradição”.

Por várias noites, o grupo liderado por Sandro Messon, 42, se reuniu para pintar a Rua Carlos Vasconcelos, na Tijuca. O vendedor conseguiu arrecadar mais de R$ 2 mil. “Entregamos papéis nos prédios e a maioria ajudou” afirma. Diferente dos outros locais, a Rua Pereira Nunes, em Vila Isabel, começa a pensar na decoração com um ano de antecedência e gasta bem mais, cerca de R$8 mil, arrecadados entre os vizinhos. Comandado pelo administrador Celso Mendes Junior, 36 anos, todo o trabalho é feito por crianças, adultos e idosos. “Todos se envolvem. Nossa rua é uma das mais bonitas, foi até tema de um documentário há pouco tempo,” afirma, orgulhoso.

Três gerações da família Viana se reúnem para embelezar a Travessa Santa Clara%2C em Niterói%3A doação do Google e dinheiro de vizinhosAlessandro Costa / Agência O Dia

Sinalização com logo da Fifa começa a ser instalada

As placas de sinalização personalizadas e bilíngues para o evento começam a ser instaladas pela cidade. Ao todo, serão 70, com designer diferente e logomarca oficial da Fifa. Três delas já foram colocadas nos acessos e na saída do Aeroporto do Galeão.

Segundo a Embratur, o Rio receberá cerca de 600 mil turistas durante o torneio. E a CET-Rio pretende inserir as placas nos locais de chegada à cidade, como acessos dos aeroportos (além do Galeão, o Santos-Dumont) e da Rodoviária Novo Rio, e também nos arredores do estádio do Maracanã, na Barra e em Copacabana.

As primeiras placas de sinalização para Copa do Mundo foram colocadas na entrada da Linha VermelhaAlexandre Vieira / Agência O Dia

De acordo com o órgão, todas as placas dão as coordenadas para o Maracanã, que entre os jogos da competição, sediará a final. E, além das sinalizações, a CET-Rio promete disponibilizar seis grandes painéis em pontos estratégicos de acesso ao Rio e Maracanã.

Durante a Copa, a aposta de transporte da Prefeitura são o metrô e o BRT. Como nem todas as estações estarão prontas, a ideia é que os turistas que desembarcarem no Galeão e forem direto ao Maracanã usem a estação do BRT em Vicente de Carvalho, como ponto de integração para o estádio.

Táxis mais caros que em Nova York

Na principal porta por onde entrarão os turistas que virão para a Copa, o Aeroporto Internacional do Galeão, os valores praticados por táxis credenciados — que cobram preços fechados para o destino — pela Infraero quase deixam os passageiros sem saída. Mesmo com a permissão para os ‘amarelinhos’ — que usam taxímetro — circularem, os turistas ignoram que podem optar pelo taxímetro ou tabela. E são compelidos a pagar a tabela. Além disso, a cobrança ‘no tiro’ das empresas não credenciadas é outro receio de quem dispensa os carros oficiais.

Os valores tabelados pelos táxis do Galeão chegam a superar corridas feitas, por exemplo, em Nova York. Uma viagem do JFK Airport até o Centro de Manhattan — 28,8 km — custa US$52 (R$114,4): R$ 3,97 por quilômetro. Uma corrida de 27,4 km, do Galeão até São Conrado, sai a R$138: R$ 5 por quilômetro.

Das sete empresas credenciadas, quatro oferecem opção do taxímetro. Na tabela, o trajeto mais caro é para o Recreio: R$ 175. Para o Centro, são R$ 90, e para Copacabana, R$125.

Ao saber que sua corrida à Barra sairia a R$155, a dentista Cristine Cambraia, de 38 anos, exigiu taxímetro: “Não pago valor tabelado. Como estou com crianças, tenho receio de pegar algum carro pirata”, comentou.

Colaboraram Felipe Freire, Paloma Savedra e Paulo Mauricio Costa

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