'Não queremos vincular nossa greve a um ato político', diz líder dos rodoviários

Categoria marcou nova assembleia na próxima terça-feira para decidir os rumos do movimento

Por thiago.antunes

Rio - O principal líder da greve dos rodoviários, Hélio Afonso Teodoro, afirmou na noite desta quinta-feira que a categoria decidiu não acompanhar o ato de professores grevistas e manifestantes contra a Copa do Mundo, que marcham em direção à prefeitura do Rio. "Não queremos vincular nossa greve a um ato político. Se a manifestação tiver confusão, vão associar nosso movimento à baderna. Não queremos isso", disse Hélio.

Rodoviários marcaram nova assembleia para a próxima terça-feiraAndré Luiz Mello / Agência O Dia

Os rodoviários decidiram fazer nova assembleia na Candelária na próxima terça-feira, às 16h, para definir os rumos do movimento. No momento, o grupo de 400 pessoas está reunido na Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), e se dispersou no local.

A ideia inicial dos líderes grevistas era votar na assembleia de ontem uma nova paralisação, mas não conseguiram obter consenso sobre isso. Alguns grupos isolados de rodoviários debatiam que, em vez de paralisação, motoristas e cobradores deveriam colocar os ônibus nas ruas e deixar as “catracas livres”, ou seja, não cobrar passagens.

Maura Lúcia Gonçalves, uma das cinco líderes do movimento, no entanto, negou que essa proposta estivesse em avaliação. “Isso foi sugerido, mas podem acontecer demissões. Não posso pegar o ônibus, que é uma concessão pública, mas é da empresa, e fazer uma lotação.

Reportagem de Leandro Resende

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