MP denuncia donos de prostíbulo que funciona no Centro de Niterói

Promotoria pede ainda interdição do local

Por paloma.savedra

Rio - O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) denunciou, na tarde desta sexta-feira, uma quadrilha que mantinha prostíbulo no Centro de Niterói. A 4ª Promotoria de Justiça de Investigação Penal (4ª PIP) acusa Antônio Carlos Gouvêa Coutinho, conhecido como "Carlinhos", pelos crimes de formação de quadrilha, exploração sexual (rufianismo) e manutenção de “casa de prostituição”. O MP também pediu, na Justiça, a interdição do local, que tem alvará municipal de licença e CNPJ.

Antônio Carlos é sócio e administrador do prostíbulo com nome de "Casa de Massagem Kipanteras” ou “Casa Amarela", no Centro de Niterói. Também faziam parte da quadrilha a ex-mulher de Carlinhos, Marcia Valéria Muniz Pinto Coutinho, Marcos Paulo Moreira Ribeiro e Lorena Carolina Castro da Costa, que chegaram a registrar em cartório a sociedade Pousada MSD Bar Ltda ME. Todos foram denunciados.

Carlinhos já havia sido denunciado também pelo MP por ter outro prostíbulo no interior do 'Prédio da Caixa Econômica', também no Centro de Niterói, cujo processo tramita na 4ª Vara Criminal. 

O estabelecimento tem, inclusive, alvará municipal de licença, CNPJ e registro no RCPJ. Carlinhos já havia sido denunciado pela 4ª PIP por ter outro prostíbulo no interior do "Prédio da Caixa Econômica", também no Centro de Niterói, cujo processo tramita na 4ª Vara Criminal. Faziam parte da quadrilha os também denunciados Marcia Valéria Muniz da Silva Pinto Coutinho (ex-mulher de Antônio Carlos), Marcos Paulo Moreira Ribeiro e Lorena Carolina Castro da Costa, que chegaram a registrar em cartório a sociedade Pousada MSD Bar Ltda ME.

Casa tem pista de dança e 12 suítes

O prostíbulo Casa Amarela possui pista de dança, palco do tipo “queijo” para dançarinas, vestiário e escaninhos, além de 12 suítes, onde foram encontradas caixas de preservativos, embalagens de lubrificantes e roupas íntimas. Os proprietários cobravam R$ 30. E clientes pagam valores entre R$ 115 e R$ 230 para contratar as prostitutas. Segundo o MP, cerca de 80% do valor é destinado à prostituta que prestou o serviço e os 20% restantes à sociedade.

Ainda de acordo com a denúncia do MP, as autoridades públicas administrativas foram omissas em relação à fiscalização. E, por isso, o caso será encaminhado à Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva de Cidadania de Niterói para que seja apurado ato de improbidade administrativa por parte dos fiscais.

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