Em assembleia, metroviários decidem não entrar em greve

Em reunião tumultuada, 56 trabalhadores foram contrários à proposta de paralisar os serviços e apenas 39 se posicionaram a favor de cruzar os braços

Por felipe.martins , felipe.martins

Rio - Os metroviários aceitaram proposta da concessionária Metrô Rio para não entrar em greve. Em assembleia tumultuada na noite desta terça-feira, foi decidido, por 56 a 39 votos, que os trabalhadores terão reajuste de 8%, com piso subindo para R$ 860. A correção será retroativa a maio e sairá no salário deste mês. O valor do tíquete-refeição passou a R$20,90, entre outros benefícios. A reivindicação dos funcionários era de 15% de aumento, mesmo percentual para o tíquete dos mais de 2.500 empregados da empresa.

Metroviários em assembleia na noite desta terça-feiraHelio Almeida

“Não foi o que parte da categoria estava pedindo, mas a maioria na assembleia votou por aceitar a proposta de 8%”, lamentou o presidente do Sindicato dos Metroviários do Estado do Rio(Simerj), Herber Fernandes.
Durante a assembleia, que reuniu mais de 300 pessoas, houve discussão sobre a questão de somente os sindicalizados participarem da votação, conforme o estatuto do sindicato prevê. Os outros funcionários que não são associados protestaram, mas não puderam votar.

“É um absurdo. Eles estão decidindo a minha vida profissional e de minha equipe”, disse a supervisora operacional de vendas Monique Fernandes, que não é sindicalizada.

Na apuração, descobriram que havia três votos a mais do que o número de assinaturas na ata da assembleia. Após bate-boca, foi decidido que não haveria outra votação.

O presidente do Simerj criticou os funcionários do Metrô que, segundo ele, foram tumultuar o processo.

“Parece que estamos aqui para atrapalhar a sociedade. Tentamos negociar. Agora, muito funcionário veio a mando da empresa para voltar a favor da concessionária. Eles tumultuaram a assembleia”, denunciou.

Além do aumento no salário, os metroviários conseguiram 15,38% de reajuste na cesta-básica (de R$ 130 para R$ 150), 8% de auxílio-creche (de R$ 498 para 537,84) e também 8% de auxílio-material escolar (de R$590 para R$ 637,20).

A diferença de salário retroativa a maio será paga em até 10 dias úteis após a assinatura do acordo coletivo.

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