Vídeo: Acusados de envolvimento em morte de menina em Niterói são identificados

Um deles é apontado como chefe do tráfico na Favela da Otto, na Engenhoca

Por thiago.antunes

Rio - Policiais da Divisão de Homicídios de Niterói e São Gonçalo (DH-Nit/SG) já identificaram um dos acusados de envolvimento no tiroteio que terminou com a morte da estudante Karoline Rodrigues de Souza, 12 anos, no último domingo, no interior de sua residência, na Avenida Professor João Brasil, um dos acessos à Favela Nova Brasília, na Engenhoca, na Zona Norte de Niterói.

Dois vídeos com imagens do tiroteio – protagonizado por traficantes das facções rivais Comando Vermelho (CV) e Terceiro Comando Puro (TCP) – foram entregues aos agentes, que reconheceram Alex Sandro Duarte Ferreira, o Dinho, 27 anos.

Ele é apontado pela Polícia como chefe do tráfico de drogas na Favela da Otto, também localizada na Engenhoca – que dá acesso para o Morro do Marítimos, no Barreto, cujas bocas-de-fumo são controladas também pelo TCP, e fica de frente para a Nova Brasília, dominada pelos rivais do CV.

Acusado de atear fogo num ônibus da Viação Brasília, em agosto de 2010, Dinho já foi preso, em junho de 2011. A mãe da jovem, a dona-de-casa Darcilene Rodrigues de Souza, 30, contou que se mudou para a parte baixa da favela há dois anos, porque se sentia desprotegida em cima, com medo de bala perdida. Ela disse ainda que a filha estava na sala com o irmão quando começou o tiroteio.

A dona-de-casa lembrou que pegou a filha mais nova, de um ano, no colo e foi para o banheiro, chamado os outros dois filhos, que estavam mexendo no computador. A estudante estava em pé ao lado do irmão quando foi atingida. De acordo com familiares, a menina chegou a dizer “mamãe, acertou em mim, mas estou bem”.

O padrasto da vítima, o garçom Egilson Mendel, 59, disse que os bandidos gritavam que iam matar morador e que depois que a enteada foi atingida, ainda soltaram fogos para comemorar. Moradores revelaram que os criminosos ameaçaram as pessoas que tentavam socorrer a menina, que chegou a ser levada para o Hospital Estadual Azevedo Lima, no Fonseca, mas não resistiu.

Quem tiver qualquer informação que auxilie nas investigações policiais e ajude a Polícia a identificar, localizar e prender todos os envolvidos no crime, pode ligar para o Disque-Denúncia através do número 2253-1177. Não é preciso se identificar e o anonimato é garantido.

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