Por bianca.lobianco

Rio - A chegada da estação mais fria do ano, que começou neste fim de semana, traz com ela ataques de tosse e espirros. São as alergias muito comuns em humanos, mas que também podem afetar os animais domésticos.

Esta é a pior época para aqueles que sofrem com doenças respiratórias, alérgicas e dores nas articulações, como artrose e artrite. Os casos de gripe canina e felina são as principais ocorrências registradas neste período de clima seco, quando as clínicas e hospitais veterinários registram aumento de 30% nos atendimentos.

Cuidado deve ser maior com animais idosos que são mais sensíveis a doenças respiratóriasDivulgação

Por causa das baixas temperaturas, os bichinhos acabam frequentando locais fechados e com pouca circulação de ar. Com isso, fica mais fácil a transmissão de vírus e bactérias causadores de infecções alérgicas.

Nos gatos, os sintomas da gripe são secreção nasal, febre, perda de apetite e tosse. Para evitar a desidratação, o ideal é manter uma dieta equilibrada e a ingestão de bastante líquido.

Peludos que costumam ficar em espaços com grande aglomeração de animais, como canil, gatil, creches para filhotes, hotéis, pet shops e parques, estão mais sujeitos às doenças alérgicas. Entre os cães, a maior preocupação é com a tosse dos canis. Os sintomas são semelhantes aos dos gatos, mas se caracteriza principalmente pelo fato de a tosse não passar.

De acordo com o veterinário alergista Alberto David Cohen, da clínica Black Tie, em Ipanema, a melhor maneira de prevenir é manter a vacinação em dia, incluindo a proteção contra a tosse dos canis e evitar o contato com animais que possam estar doentes. “Nos animais idosos, todo cuidado é pouco, já que a gripe, se não for tratada a tempo, pode evoluir para uma pneumonia”, diz.

Segundo Cohen, os filhotes também são afetados, pois não possuem o sistema de defesas do corpo totalmente desenvolvido. “Eles precisam de mais cuidados”, recomenda o especialista.

O alergista explica que as doenças nas articulações podem ser tratadas com acupuntura e fisioterapia, além de anti-inflamatórios para aliviar as dores. “É difícil prevenir. O importante é manter o animal aquecido e protegido do frio. Se perceber que ele está abatido, mancando e evitando sair para passear, procure o veterinário”, orienta Cohen.

Cuidados

Alguns cuidados podem ajudar a previnir as doenças respiratórios e articulares do seu bichinho durante o inverno. A primeira coisa a fazer é mater o animal em local protegido do frio e do vento. Se ficar fora de casa, no quintal, providencie uma casinha com cobertores.

Nos dias mais frios, diminua os passeios ao ar livre. Se tiver chovendo, então, o melhor mesmo é ficar em casa, bem quentinho. Se o seu cão precisar sair para fazer suas necessidades, procure levá-los nos horário mais quentes do dia, entre 11h e 15h.

Nos dias congelantes, evite dar banho no seu pet. Nessa época não é necessário que ele seja lavado com a mesma frequência do verão. Enxágue o animal com água morna e seque bem os pelos com secador.

Garanta que todas as vacinas estejam em dia e procure não deixá-lo em ambientes fechados com muitos animais, pois ele pode pegar uma gripe.

Alguns animais sentem muito frio. Por isso, coloque roupinhas bem quentinhas para aquecê-lo.

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