MP faz operação para desmantelar quadrilha de PMs e policiais civis

Eles são acusados de cobrar propinas de comerciantes, ambulantes, mototaxistas e empresários

Por adriano.araujo , adriano.araujo

Rio - Agentes da Subsecretaria de Inteligência (Ssinte) da Secretaria de Estado de Segurança e o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) do Ministério Público realizam nesta segunda-feira a "Operação Compadre II", com o objetivo de cumprir mandados de prisão e apreensão contra PMs e policiais civis. Eles são acusados de cobrar propinas de comerciantes, ambulantes, mototaxistas e empresários.

Dois suspeitos - sargento reformado da PM, Carlos Alberto Braz de Oliveira e o policial civil, Carlos Antônio Torres, lotado na 27ª DP (Vicente de Carvalho) - já foram presos.

Na primeira fase da operação, que aconteceu em abril de 2013, prendeu diversos policiais civil e militares, acusados de exigirem pagamentos de propina de comerciantes e ambulantes, além de cobranças a mototaxistas e empresários do ramo de transportes de cargas e pessoas em Bangu e bairros próximos.

Nesta segunda fase, estão sendo responsabilizados dois policiais civis e dois policiais militares, sendo um da ativa e um reformado. Os policiais civis trabalhavam na 34ªDP (Bangu) no período investigado pela ação. Um deles atuava como chefe do setor de Investigações. Já o policial militar da ativa trabalhava clandestinamente na 34ªDP, auferindo lucros ilícitos oriundos da exigência do pagamento de propina.

O PM reformado é apontado como o responsável pelo recolhimento de dinheiro de comerciantes do Mercadão Popular de Bangu – que trabalham com pirataria – e repasse da quantia para policiais militares do 14ºBPM (Bangu) e policiais civis lotados na 34ªDP e na Delegacia de Repressão aos Crimes contra a Propriedade Imaterial (DRCPIM).

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