Ocupação hoteleira passa de 98% em Copacabana

Setor de alimentos teve alta de vendas de até 40% com consumo de hermanos

Por felipe.martins , felipe.martins

Rio - Considerando apenas a rivalidade futebolística, ver argentinos na final da Copa do Mundo pode ser um péssimo negócio. Mas se o assunto for Economia, a situação é diferente. Donos de bares, restaurantes e quiosques torceram como se tivessem nascido em Buenos Aires. Para eles, os hermanos catapultaram o faturamento em até 40%, segundo lojistas de Copacabana.

Essa alegria se concentra no ramo alimentício popular, de lanches e pratos executivos. Os 50 quiosques administrados pelo Orla Rio, entre o Leme e o Posto 6, em Copacabana, por exemplo, é um sucesso. Eles vêm recebendo reforço de bebidas e funcionários desde o início do Mundial. Durante o período da Copa foram vendidas por dia, em média, 17 mil tulipas de chope e 12.500 caipirinhas nos 309 quiosques da orla.

Nicodemo Bandeira, gerente de uma lanchonete próxima da Fifa Fan Fest, contou que o estabelecimento teve um crescimento de vendas entre 30% e 40%. Segundo ele, um prato feito custa em média R$25 e os principais clientes estrangeiros eram argentinos e chilenos.

Nos quiosques da orla foram vendidas 17 mil tulipas de chope por diaCarlo Wrede / Agência O Dia

“Com certeza o ramo dos alimentos foi o que mais faturou nesta Copa. O turista pode não comprar lembranças, mas precisa comer. E os argentinos foram os que ficaram mais tempo no Rio”.

Os supermercados do bairro e da Lapa também tiveram vendas maiores. De acordo com gerentes, os estrangeiros se abasteceram de pratos semi-prontos. Além de muitos estarem hospedados em locais com cozinhas. Na rede Zona Sul, as lojas de Copacabana e Leme aumentaram o movimento em 32%.

Outro setor que está feliz com a Copa é o hoteleiro. Apesar de muitos argentinos preferirem opções alternativas de hospedagem, como carros, ônibus e motohomes, a ocupação dos hotéis para a final chega quase ao máximo, segundo Alfredo Lopes, presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis do Rio de Janeiro.

“Acreditamos que haverá um incremento de hóspedes na hotelaria carioca por conta da proximidade da Argentina com o Brasil, levando a ocupação a ultrapassar a marca de 98%”, disse.

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