Maioria da bancada do PMDB na Alerj apoia ‘Aezão’

Dos 16 deputados estaduais peemedebistas que vão concorrer nas eleições, pelo menos nove estão alinhados com candidato tucano

Por thiago.antunes

Rio - A rebeldia do PMDB fluminense contra a presidenta Dilma Rousseff (PT) atingiu em cheio a bancada dos deputados do partido na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj). De acordo com levantamento feito pelo DIA, dos 16 deputados estaduais do partido, pelo menos nove vão apoiar o senador Aécio Neves (PSDB) à Presidência em suas campanhas à reeleição . A preferência pelo tucano contraria a posição do governador e candidato Luiz Fernando Pezão (PMDB), que apoia a reeleição de Dilma.

Apenas três deputados, Dica, Coronel Jairo e o presidente da Casa, Paulo Melo, declararam apoio à presidenta Dilma Rousseff. Roberto Dinamite e Waguinho disseram que ainda não têm candidato e Fábio Silva e Rafael do Gordo não foram localizados pela reportagem.

Para muitos deputados, o apoio à tese do ‘Aezão’, voto casado em Pezão e Aécio, é velado. Eles optaram por não incluir o nome do senador no material distribuído na campanha. Mas parlamentares como Rafael Picciani e Edson Albertassi já até incluíram o rosto do tucano em seus “santinhos”.

Panfleto de deputado Edson Albertassi declara voto em AécioReprodução

O argumento mais utilizado pelos deputados é de que “o Brasil precisa mudar”. O deputado Pedro Augusto afirmou que pedirá votos a Aécio em sua campanha pela reeleição porque “a saúde, educação e segurança estão ruins, vão de mal a pior”. “Precisamos respirar novos ares. O povo está morrendo nas filas dos hospitais”, disse. Ele também afirmou que não seguirá a preferência de Pezão pelo candidato a senador César Maia (DEM). “Não voto nele de jeito nenhum, ele não merece o meu voto”, afirmou.

Já o deputado Marcelo Simão declarou que Aécio dará o “empurrão” que o Brasil precisa. “Tem uma hora que o governo fica desgastado e o PT já deu o que tinha que dar, perdeu as rédeas. Precisamos de um presidente de pulso agora”, justificou. Domingos Brazão alegou que Aécio “tem mais proximidade com o Rio”. “Ele está sempre por aqui e tem um projeto de Brasil que me agrada”, argumentou.

O deputado Waguinho, que ainda está em cima do muro, afirmou que vai esperar o resultado de uma pesquisa com a população de Belford Roxo, sua cidade de origem, sobre a opção de voto para presidente para saber quem irá apoiar. “O povo que definirá o que eu vou fazer. Vou primeiro sentir o clima da cidade”, explicou.

Por conta da divisão do partido, o candidato a deputado federal Marco Antônio Cabral (PMDB), filho do ex-governador Sérgio Cabral (PMDB), atirou para os dois lados. Em determinadas regiões, ele distribui material publicitário com apoio a Dilma. Em outras, tem santinhos declarando o voto em Aécio.

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