Evento busca despertar população da Baixada para cursos gratuitos no IFRJ

Praça do Estudante recebe 'IFRJ em Movimento'

Por thiago.antunes

Rio - Despertar a população da Baixada Fluminense para os cursos gratuitos oferecidos no campus Nilópolis do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia (IFRJ) é o principal objetivo do evento 'IFRJ em Movimento' que acontece nesta quarta-feira, de 10h às 16h, na Praça Vereador Orlando Hungria (Praça do Estudante), no Centro do município. 

"Dizemos para as pessoas que é uma escola pública e algumas perguntam 'mas tem que pagar quanto para estudar lá?'. Tem gente que nem sabe que o Instituto existe", comentou a professora Giselle Rôças, que leciona no mestrado profissional em Ensino de Ciências e organiza o evento.

IFRJ disponibiliza cursos de mestrado, graduação, educação de jovens e adultos, ensino médio técnico e especializaçãoAna Gabriela Nascimento / Agência O Dia

Além do mestrado, há disponibilidade de cursos de ensino médio técnico, educação de jovens e adultos (EJA), graduação e especialização na unidade de Nilópolis. O ingresso para a graduação é feito pelo Enem e os demais tem concurso próprio. As áreas de estudo são variadas: cultura, ambiente, pedagogia, exatas (Química, Física e Matemática), entre outras. No site do IFRJ há detalhes sobre os cursos: www.ifrj.edu.br/nilopolis.

O evento contará com oficinas de libras (linguagem brasileira de sinais) e de Biologia, palestra de Química, atividades sobre educação alimentar, cooperativa de reciclagem, doação de livros e varal cultural. "A ideia é divulgar o próprio Instituto para que aumente a procura de pessoas da Baixada pelos cursos", explicou o professor Alexandre Maia, que também organiza o 'IFRJ em Movimento'. Todas as atividades são gratuitas e qualquer pessoa pode participar.

'IFRJ em Movimento'%3A conscientizar população para cursos grátisAna Gabriela Nascimento / Agência O Dia

Esta já é a segunda edição do evento que aconteceu em junho, durante a greve, e reuniu mais de 300 pessoas. "Queríamos dialogar sobre a greve com os alunos e, além disso, promover divulgação científica", contou Alexandre. A produção de banners e folhetos é feita com recursos dos próprios professores envolvidos na organização. Com esta segunda edição, eles esperam ganhar apoio institucional para que recursos públicos possam ser pleiteados nos próximos eventos. "Educação é muito mais do que passar conteúdo em sala de aula. Ao sair dos limites dos muros da escola, queremos envolver toda população em nossas atividades", concluiu Giselle.

Reportagem de Ana Gabriela Nascimento

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