Danúbia Rangel, mulher do traficante Nem, é transferida para Bangu

Ela foi presa em Mato Grosso do Sul na última sexta-feira

Por thiago.antunes

Rio -  A mulher do traficante Antonio Francisco Bonfim Lopes, o Nem da Rocinha, Danúbia de Souza Rangel, foi transferida na tarde desta terça-feira para a Cadeia Pública Joaquim Ferreira de Souza, no Complexo Penitenciário de Gericinó, em Bangu, Zona Oeste do Rio. A informação foi confirmada pela Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap).

Danúbia, que estava cumprindo prisão domiciliar em Mato Grosso do Sul desde o dia 2 de julho, foi presa na última sexta-feira, em casa, em Campo Grande (MS). Agentes da Polícia Federal daquele estado cumpriram dois mandados de prisão preventiva contra ela por tráfico de drogas e associação ao tráfico. A 'dama da Rocinha' era considerada foragida há uma semana.

Esposa do traficante Nem foi presa durante ação da Polícia FederalReprodução Internet

Os mandados foram expedidos na última quinta-feira, depois que desembargadores da 7ª Câmara Criminal foram contrários à decisão do desembargador Siro Darlan, que concedeu prisão domiciliar nos dois processos.

De acordo com o agente da Polícia Federal de Mato Grosso do Sul Francisco Moraes, a loura, que foi encontrada por volta das 14h, passou o fim de semana numa sala de contenção. Entretanto, agentes preferiram não comentar o estilo de vida que Danúbia levava na cidade e não informaram se sua residência era próxima do presídio federal de segurança máxima onde Nem, ex-chefe do pó na Rocinha, se encontra preso desde novembro de 2011.

Na decisão de Siro Darlan, o desembargador alegou que não existem indícios de que, em liberdade, Danúbia colocaria em risco à ordem pública ou à aplicação da lei. O magistrado também explicou que a mulher de Nem tem uma filha de 4 anos, que, segundo avaliação médica e psiquiátrica, vem sofrendo inúmeros transtornos desde a prisão da mãe. A criança estaria abalada emocionalmente e estaria impedida de frequentar as aulas na escola.

Os juízes Rudi Baldi Loewenkron, da 35ª Vara Criminal, e Renata Gil de Alcântara Videira, da 40ª Vara Criminal enviaram ofício para Darlan alegando a falta de monitoramento eletrônico.


Uma assinatura que vale muito

Contribua para mantermos um jornalismo profissional, combatendo às fake news e trazendo informações importantes para você formar a sua opinião. Somente com a sua ajuda poderemos continuar produzindo a maior e melhor cobertura sobre tudo o que acontece no nosso Rio de Janeiro.

Assine O Dia