Quadrilha que roubou e agrediu motorista é presa

A vítima permaneceu por cerca de três horas em poder do casal de bandidos percorrendo a comunidade da Chatuba

Por felipe.martins , felipe.martins

Rio - Quatro suspeitos de sequestrar, na última sexta-feira, a mulher de um delegado em Nova Iguaçu, foram presos na terça-feira por policiais civis na Favela da Chatuba, em Mesquita. Os namorados Ariane Freitas, de 22 anos, e Igor Alves, 18, além de dois menores (um rapaz de 17 anos e uma garota de 15), são acusados de tortura e de fazer dois saques com os cartões bancários. Contra eles, foram cumpridos mandados de busca e apreensão e de prisão temporária por cinco dias por roubo qualificado.

Segundo os investigadores da 53ª DP (Mesquita), a mulher, de 46 anos, estava dirigindo e ia buscar o filho na escola quando foi abordada. O grupo entrou no carro e seguiu até a Chatuba, onde o tráfico é dominado pelo Comando Vermelho (CV). Nos 40 minutos em que ficaram com a refém dentro da favela, os bandidos a torturaram, exigindo que ela revelasse as senhas dos seus cartões, sob ameaça de morte, e ainda fizeram questão de exibi-la aos moradores.

“O grupo não quis apenas roubar o carro e os pertences. Eles quiseram ostentar e mostrar na Chatuba que são capazes de roubar. Ficaram circulando no carro da vítima, com ela dentro, pela favela”, disse a delegada Juliana Amorim, titular da 53ª DP.

Eles libertaram a refém na divisa entre Nilópolis e Mesquita, três horas depois de ela ter sido sequestrada. Imagens das câmeras de segurança do colégio do filho e o reconhecimento feito pela vítima, através de fotografias, foram fundamentais para a polícia chegar aos criminosos. “Eles confessaram o crime. Uma das presas disse que roubou até o colchão que estava no carro”, contou a delegada.

O carro foi recuperado no mesmo dia do crime, na Favela da Chatuba. “Após descobrir que a se tratava da mulher de um delegado, o grupo estava planejando fugir”, acrescentou a delegada Juliana Amorim.

Um dos presos disse que a arma do crime era de brinquedo, mas outra acusada afirmou que a pistola era de verdade. “A arma ainda não foi localizada. Mas, se for, o grupo ainda será indiciado por porte ilegal de arma”, avisou a titular da 53ª DP, acrescentando que Ariane e Igor também vão responder por corrupção de menores.

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