Polícia prende mulher acusada de sequestrar bebê em Campo Grande

Foragida desde a semana passada, Leandra Aleluia Leal será apresentada na manhã desta segunda-feira na 35ªDP

Por paulo.gomes

Rio - Policiais da 35ªDP (Campo Grande) prenderam Leandra Aleluia Leal. Ela é acusada de ter sequestrado na semana passada, em Campo Grande, o bebê Kayzo. Leandra será apresentada na manhã desta segunda-feira na delegacia. Na última quarta-feira, sua filha, uma menor de 16 anos, já havia sido apreendida.

De acordo Carolaine Augusto de Souza, de 17 anos, mãe do bebê, Leandra a abordou no calçadão de Campo Grande, no último dia 21, quando ela e a avó do bebê, Kátia Maria Augusto, 48, iriam registrar a criança no cartório, o que acabou não ocorrendo. A suspeita elogiou a beleza da criança e demonstrou interesse que ela levasse o filho para participar de um evento artístico, cuja gravação ocorreria num teatro de Campo Grande, onde receberia R$ 150. Desde então, Leandra passou a ligar diária e insistentemente para a jovem com o intuito de convencê-la.

O bebê Kayzo%2C Carolaine e Rafael%3A lágrimas e desmaio no reencontro Paulo Araújo / Agência O Dia

Mesmo desaconselhada pela mãe, o padastro e pelo pai do bebê, Rafael Reis Rocha, 20, Carolaine, disse que acabou aceitando marcar um encontro com a suposta agente, já que teria que ir ao Centro de Campo Grande com a cunhada na tarde da última terça-feira. A acusada teria feito uma proposta para a atuação do bebê no seriado ‘A Grande Família’, como filho da personagem ‘Bebel’, interpretada pela atriz Guta Stresser. O valor dobraria para R$ 300.

Por volta das 14h, a mãe do bebê e cunhada se encontraram no Mercado São Braz, no Calçadão de Campo Grande, com Leandra e sua filha. Após fechar o acordo e aguardar por mais de uma hora por uma suposta Kombi que a levaria ao teatro, a mãe do bebê teve uma tontura. Ela entregou o filho para a mulher e todos pararam em uma lanchonete para descansar. No local, quando assinava o suposto contrato, a acusada iniciou a fuga. As duas desapareceram com a criança fugindo pelas ruas do bairro. Segundo um pedestre, ambas teriam embarcado em um ônibus.

De acordo como o titular da 35ª DP, Hilton Alonso, a família de Leandra é investigada de participação no caso e na facilitação de fuga dela. O segundo-sargento Marco Aurélio, lotado no 27º BPM (Santa Cruz) é uma das pessoas. Ele é marido da prima de Leandra. O PM disse aos jornalistas ter encontrado a criança com uma mulher no Largo do Aarão. De acordo com o delegado, no entanto, durante diligência na casa da mãe de Leandra, em Santa Cruz, na Zona Oeste, ele disse que sabia onde o bebê estava e apresentou a criança pouco depois.

Segundo os policiais, a menor confirmou que estava em Campo Grande no momento do rapto da criança. Ela disse que a mãe estava grávida e havia perdido o bebê a cerca de um mês. Desesperada, Leandra teria tramado o sequestro com medo do fim do relacionamento com o atual marido. Após o crime, a adolescente voltou sozinha para Angra e a mãe ficou no Rio. Ainda segundo os agentes, ela possivelmente estava na casa da mãe em Santa Cruz e teria fugido devido a repercussão do caso na mídia.

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