Após denúncias de irregularidades em prova da PM, site fica indisponível

Página da banca, usada para recurso, saiu do ar

Por thiago.antunes

Rio - Os candidatos que alegaram irregularidades no concurso para soldado da Polícia Militar do Rio, depois da prova aplicada no último domingo, enfrentaram nesta segunda-feira dificuldades para entrar com recurso administrativo. O prazo para fazer o pedido termina hoje, mas o site da Exatus (www.exautspr.com.b), única forma de comunicação dos inscritos com a banca organizadora, permaneceu fora do ar por várias horas ao longo do dia.

A assessoria de imprensa da PM informou que não há outra forma do candidato entrar com recurso, além da opção oferecida na página da banca, mas até à noite desta terça o endereço na rede continuava indisponível. Para o advogado especializado em concursos, Sérgio Camargo, além do prazo de três dias começando a contar da data da divulgação do gabarito não ser razoável, “o meio de comunicação estar indisponível pode ser caracterizado como inviabilização de recurso”.

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“A PM deveria oferecer um local físico para que os candidatos fizessem as reclamações, independentemente de o site voltar ou não a funcionar”, disse. O candidato Eduardo Felipe Bitencourt, 29 anos, conta que conseguiu entrar com o pedido de recurso na manhã desta terça, mas não recebeu a confirmação que fazia parte do procedimento. “No fim da minha solicitação, apareceu a mensagem que eu receberia um e-mail confirmando o envio do recurso, mas isso não aconteceu e depois o site não abriu mais”, relatou.

O morador de Campo Grande afirmou ainda que não sabe se a solicitação foi enviada para a Exatus. “Não temos informação, ninguém entra em contato e o site não funciona como deveria. A situação é difícil”, acrescentou, revoltado. Bitencourt quer fazer o recurso como forma de protesto sobre o conteúdo aplicado. Para ele, assuntos que não estavam no edital foram abordados na prova.

“O documento indicava como conteúdo o programa Excel na versão de 2011, mas foi cobrada a edição de 2013, que é bem diferente”, explica. O candidato Alessandro Barros, 23 anos alegou que a prova começou com meia hora de atraso e que no local, onde centenas de candidatos fizeram o exame, só havia quatro policiais para fazerem a segurança.

Segundo o morador de Mesquita, “os fiscais não sabiam nem a hora em que a saída dos candidatos estava liberada e nem informar sobre o uso do telefone celular.” O DIA tentou contato com a organizadora do concurso Exatus, mas as ligações não foram atendidas.

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