Por thiago.antunes

Rio - A caça ao homem que tentou estuprar e matar a turista mexicana I., de 24 anos, ganhou nesta terça-feira várias pistas. Além de imagens de diversas câmeras de segurança recolhidas nas imediações da Pedra do Sal, na Gamboa, onde a turista conheceu o acusado, e no trajeto que seguiram, a vítima detalhou que o carro que a levou foi um Renault preto. Nele, havia um adesivo com mensagem religiosa. No retrovisor interno, o criminoso, que afirmara se chamar Wallace e se dizia bombeiro, tinha a foto do filho. Ele também portava um chaveiro do Vasco. Um suspeito foi detido nesta terça, mas I. não o reconheceu — e ele foi liberado.

Bandido disse se chamar WallaceReprodução

O caso foi noticiado com exclusividade pelo DIA nesta terça. A Delegacia Especial de Atendimento ao Turista (Deat), que assumiu a investigação, refez também ontem o trajeto percorrido pelo acusado com a vítima no fim do mês passado, entre a Pedra do Sal e o Rio Comprido, onde ocorreu o crime.

Os agentes conversaram com taxistas que fazem ponto nos locais percorridos em busca de maiores informações. A partir da divulgação do retrato falado do acusado, a polícia pede que quem tiver informações deve ligar para o Disque-Denúncia (2253-1177).

Ainda ferida e muito abalada, a turista pretende voltar o mais rápido possível para o México. “Eu estava no meio da escuridão, sem ninguém por perto. Ele estava muito violento”, recordou a vítima. Desesperada, ela conseguiu sair do carro e correr pela estrada escura, mas acabou caindo. “Ele começou a me bater muito. Até que me enforcou com a alça da máquina fotográfica. Foi aí que desmaiei.”

Mesmo ferida e sem saber onde estava, ela voltou correndo pelo mesmo caminho que havia feito de carro e foi socorrida por vigilantes da Casa do Bispo, que ligaram para a polícia. “Adoro samba e queria conhecer o Brasil. Soube que aqui o povo era hospitaleiro”, lamentou I.

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