Por marcello.victor

Rio - Cerca de 200 policiais dos batalhões de Operações Especiais (Bope) e de Choque, da Companhia com Cães e do Grupamento Aéreo Marítimo (GAM) e de unidades da PM realizam uma operação no Complexo do Lins, na Zona Norte do Rio, na manhã desta quarta-feira. O objetivo é prender os bandidos envolvidos no ataque que deixou ferido o soldado Elias Camilo, de 32 anos, da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) Camarista Méier, na tarde da última segunda-feira.

GALERIA: Polícia Militar realiza megaoperação no Complexo do Lins

O clima na região está tenso. Policiais que faziam revistas próximo da Rua César Zama, onde fica o Hospital Naval Marcílio Dias, foram atacados a pedradas, assustando os pedestres que passavam pelo local.

Cerca de 200 policiais realizaram uma megaoperação nesta quarta-feira para coibir o tráfico de drogas no Complexo do LinsSeverino Silva / Agência O Dia

Escolas fechadas prejudicam mais de 2.100 alunos

Por conta da operação, duas escolas, três creches e um Espaço de Desenvolvimento Infantil (EDI) da rede municipal, na região da Camarista Méier e do Lins, não estão funcionando. Com isso, segundo a Secretaria Municipal de Educação, 1.878 alunos estão sem aulas. E no Morro São João, no Engenho Novo, são duas creches fechadas, prejudicando 272 crianças.

O PM Elias Camilo foi baleado na cabeça quando participava de um patrulhamento no Morro da Gambá, na tarde de segunda-feira. Ele está internado em estado grave na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Marcílio Dias, que fica próximo ao local do incidente. Seu estado de saúde ainda é grave.

Na terça-feira, moradores do Lins viveram um novo dia de medo por causa da violência. Tiros deixaram 2,5 mil alunos de escolas públicas sem aulas no entorno do Morro São João e no Morro do Gambá, no Lins. Ônibus deixaram de circular na região.

Na terça-feira, perto da base da UPP do Lins%2C um homem armado (no detalhe) desafiava a imprensa e os policiais que estavam no localSeverino Silva / Agência O Dia

O tiroteio começou por volta das 8h, na Rua Barão do Bom Retiro, uma das principais do bairro e onde funciona o tradicional Colégio Pedro II. Um carro da polícia, um de passeio e um ônibus da linha 625 (Olaria - Saens Peña) foram atingidos por disparos.

No Pedro II, cerca de 600 estudantes dos turnos da tarde e da noite tiveram que ficar em casa, assim como funcionários, de acordo com a unidade. A Secretaria Municipal de Educação informou que ontem uma escola e três creches ficaram sem atendimento à tarde, no Complexo do Lins.

A polícia reforçou o patrulhamento na região com apoio do Bope, desde que o PM foi baleado segunda-feira. A equipe onde o policial estava voltava de patrulhamento para checar justamente informação de que bonde estava na mata. Pelo menos 10 bandidos armados que se refugiram na mata do Morro da Cotia, divisa com o Gambá, foram vistos à noite, após o PM ser atingido, por agentes no helicóptero da corporação. Pela manhã, Bope apreendeu fuzil no São João.

Você pode gostar