Por bianca.lobianco

Rio - Dois homens foram presos, na madrugada desta quarta-feira, acusados de atirar contra o helicóptero da Polícia Civil durante operação realizada na Rocinha na semana passada. Patrick do Nascimento Rocha, mais conhecido como Peu, de 19 anos, foi preso por agentes da 11ª DP (Rocinha) na comunidade da Zona Sul. Já Vinícius Pessoa Pedroni, vulgo Guiça, foi capturado por agentes da 33ª DP (Realengo) no Apart Hotel Via Del Sol, no bairro do Recreio dos Bandeirantes, na Zona Oeste. 

Patrick da Rocha e Vinicius Pessoa são acusados de atirar contra o helicóptero da Polícia Civil na semana passada%2C durante operação na RocinhaDivulgação

De acordo com a polícia, Guiça tentou subornar os agentes com R$ 500 mil em troca de sua liberdade. O criminoso já possuía contra ele quatro mandados de prisão expedidos pela Justiça. Ele já responde por tráfico, associação para o tráfico e tentativa de homicídio e agora vai responder também por crime de corrupção ativa. O criminoso também é investigado pela Polícia Federal. 

Peu atuava como "soldado" no tráfico de drogas da Rocinha. Contra ele foi cumprido mandado de prisão temporária, expedido pelo plantão judiciário da Comarca da Capital, pelos crimes de tentativa de homicídio, tráfico de drogas e associação para o tráfico de drogas.

'Soldados do tráfico desnorteados'

A operação desta madrugada foi o resultado de uma ação de inteligência coordenada pelos delegados Gabriel Ferrando de Almeida, titular da 11ª DP e Marcelo Luiz Santos, titular da 33ª DP. “A investigação durou quatro meses. Foi uma operação sincronizada com troca de informações em tempo real”, salientou o delegado Gabriel Almeida.

Ainda de acordo com Almeida, Guiça era um dos alvos da Operação Genesias e a sua prisão foi considerada de grande importância no combate ao tráfico na comunidade. “Ele é o segundo homem na hierarquia do tráfico na Rocinha e um dos criminosos mais perigosos. Os dois presos são suspeitos de participar do confronto que atingiu a aeronave. São duas prisões fundamentais para o processo de pacificação da comunidade da Rocinha”, afirmou.

O delegado Marcelo Luiz Santos revelou que Guiça era o braço armado na Rocinha. “Era ele quem orquestrava a resistência contra a pacificação, os ataques e a contenção contra a Polícia Militar e a Polícia Civil nos confrontos, e determinava onde e como os ‘soldados’ do tráfico iriam se posicionar no morro durante os confrontos com a polícia. Ele mesmo disse após ser preso que agora os ‘soldados’ iriam ficar desnorteados, pois era ele quem dava a orientação”, relatou Santos.

A polícia continua à procura de outros envolvidos no ataque à aeronave. Na ocasião, os agentes realizavam ação para cumprir 50 mandados de prisão em combate ao tráfico de drogas. 



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