Por paloma.savedra

Rio - Mais uma suspeita de fazer parte da quadrilha que fazia abortos em uma clínica clandestina, em Campo Grande, Zona Oeste do Rio - onde a auxiliar administrativa Jandyra Magdalena dos Santos morreu - foi presa nesta quarta-feira. Nesta manhã, policiais militares do 40° BPM (Campo Grande) detiveram Débora Dias Ferreira, que, segundo a polícia, seria a motorista do carro que levou a vítima ao local.

O Disque-Denúncia oferecia R1 mil por informações sobre o paradeiros de Débora, capturada nesta quarta-feira; já o taxista Jadir Messias continua foragidoDivulgação / Disque Denúncia

Também nesta manhã, o falso médico Carlos Augusto Graça de Oliveira, que teria feito o aborto, se entregou à polícia. Ele havia se apresentado à 35ª DP (Campo Grande), na semana passada. No entanto, mesmo com mandado de prisão expedido contra ele, o suspeito não pode ser preso, devido à proibição de lei eleitoral, que veda detenções cinco dias antes do pleito. As exceções são para prisões por condenações e flagrantes. Carlos Augusto já tinha 10 passagens pela polícia, por homicídio qualificado, aborto, ocultação de cadáver, formação de quadrilha, falsidade ideológica e exercício ilegal da profissão.

Falso médico suspeito de ter feito aborto em Jandhira é preso

Além dos dois, mais cinco pessoas suspeitas de participação no crime já foram indiciadas e estão presas. Agora, apenas Jadir Messias da Silva está foragido e a recompensa é de R$ 1 mil para informações sobre o paradeiro dele. Junto com Débora Dias Ferreira, Jadir e Débora é réu em um processo de março do ano passado. Eles respondem por homicídio qualificado, aborto em terceiros e formação de quadrilha.

Falso médico suspeito de ter feito o aborto em Jandyra%2C Carlos Augusto tem 10 passagens pela polícia por abortoDivulgação

De acordo com o Ministério Público, ele, que é taxista, seria o motorista da quadrilha, junto com Débora, que é sobrinha de Rosemere Aparecida Ferreira, técnica de enfermagem presa no último dia 11 de setembro. Ela também é acusada de participar do aborto e da morte de Jandyra.

Débora chegou a ser ouvida como testemunha durante as investigações sobre o desaparecimento e morte de Jandyra, mas foi liberada pela polícia.

Jandyra Magdalena foi sepultada no dia 28 de setembro, no Cemitério de Ricardo de Albuquerque, na Zona Norte. Após o aborto, seu corpo foi encontrado carbonizado dentro de um carro em Guaratiba, no dia 27 do mês passado.

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