Por paloma.savedra

Rio - Pelo menos 70 roubos foram praticados pela quadrilha que assaltou o sítio do presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), deputado estadual Paulo Melo (PMDB), em Rio Bonito, na Região Metropolitana, em junho deste ano. Segundo o delegado titular da 119ª DP (Rio Bonito), Carlos Eduardo Almeida, o número de assaltos a residências em áreas rurais cometidos pelos criminosos pode ser ainda maior, pois há suspeita de que eles agiam desde 2002.

Bruno José Caetano foi apresentado na manhã desta segunda%2C na Cidade da Polícia. Ele é acusado de ter assaltado a casa do presidente da Alerj%2C Paulo Melo%2C em junhoEstefan Radovicz / Agência O Dia

De acordo com a polícia, o bando também é acusado de assaltar a fazenda do ex-presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Ricardo Teixeira, em 2010, no Sul-Fluminense, e do cineasta Murilo Salles, na divisa dos municípios de Petrópolis e Paty de Alferes.

Bandidos invadem sítio de presidente da Alerj e seguranças são baleados

Neste domingo, policiais da 119ª DP (Rio Bonito) prenderam Bruno José Caetano de Moraes, 27 anos, um dos responsáveis pelo assalto ao sítio do deputado Paulo Melo. Ele foi encontrado na casa de parentes, na cidade de Madre de Deus, em Minas Gerais. De acordo com a polícia, a quadrilha era especializada em praticar roubos a sítios e fazendas na região de Rio Bonito, Silva Jardim e nas cidades Sul Fluminense.

Após assalto em seu sítio%2C presidente da Alerj%2C Paulo Melo (PMDB)%2C chegou a declarar que sofreu atentadoErnesto Carriço / Agência O Dia

"Eles agiam muito nessas áreas. Por serem pessoas rurais, tinham facilidade de acessar os locais pela mata e de obter informações", declarou Almeida, que relatou ainda dificuldades no rastreamento do bando: "Eles não acumulam riquezas, não tem patrimônio como carros e motos, o que dificultou o rastreamento". 

Polícia faz operação e mata suspeito de invadir sítio do deputado Paulo Melo

Segundo a polícia, contra Bruno existem vários inquéritos em andamento, instaurados há cerca de um ano e meio, na 119ª DP e também na 89ª DP (Resende) para investigar esses crimes. Ao todo, 10 pessoas foram presas e uma força tarefa, integrada por agentes das delegacias de Rio Bonito, Resende e da Polinter, foi criada para apurar a ação dessa quadrilha. As investigações continuam para localizar e prender o irmão de Bruno, Milton Rodrigo Caetano.

No dia 21 de junho, Paulo Melo voltava de um jogo de futebol, quando foi atacado por homens armados. Ele conseguiu fugir, correndo pela mata atrás da propriedade. No entanto, fraturou o pé e precisou passar por duas cirurgias. Um dos PMs que faziam sua segurança foram baleados no tiroteio. Os bandidos fugiram sem roubar nada.

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