Corpo de Dahas Zahur é sepultado em Botafogo

Enterro foi rápido e cerca de 30 pessoas estiveram presentes

Por nicolas.satriano

Rio - O corpo do ex-provedor da Santa Casa de Misericórdia do Rio Dahas Zahur, 88 anos, foi sepultado na manhã desta segunda-feira no cemitério São João Batista, em Botafogo, na Zona Sul do Rio. Internado no Hospital Samaritano, ele faleceu, por volta das 17 horas deste domingo, devido a complicações respiratórias.

O corpo do ex-provedor da Santa Casa de Misericórdia do Rio%2C Dahas Zahur%2C foi sepultado nesta segunda%2C no Cemitério São João Batista%2C em Botafogo. Ele morreu no domingoFabio Gonçalves / Agência O Dia

Marcado para às 11 horas da manhã, o enterro durou menos de 15 minutos e iniciou pouco antes do horário acertado. Entre os presentes estavam cerca de 30 pessoas entre familiares e funcionários da instituição. Nenhum integrante da família quis falar com a imprensa. O atual provedor, Francisco Horta, chegou ao enterro no final e falou rapidamente sobre a amizade que teve com Zahur.

"Ele foi um homem que lutou bravamente durante a vida, escreveu 34 livros sobre Santa Casa. Divulgou portanto a Santa Casa e entrou para Academia Carioca de Letras e foi amigo de meu pai que foi médico da Santa Casa por 39 anos", afirmou Horta. O atual provedor disse ainda que "a perda de um irmão é uma perda que todos nós lamentamos".

Dahas Zarur foi afastado da Santa Casa por determinação da Justiça em outubro de 2013, após uma operação da Delegacia Fazendária (Delfaz) em sua casa para o cumprimento de mandados de busca a apreensão no inquérito que investigava a venda ilegal de jazigos e o patrimônio dele. As contas bancárias e os imóveis também foram bloqueados.

Atual provedor da Santa Casa%2C Francisco Horta esteve no sepultamento de Dahas Zarur na manhã desta segunda-feira%2C no Cemitério São João Batista%2C em BotafogoFabio Gonçalves / Agência O Dia

Em janeiro deste ano, o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público (MP) denunciou Dahas Zarur por formação de quadrilha, apropriação indébita, falsidade ideológica e sonegação fiscal. Na ocasião, o Gaeco classificou o ex-provedor da Santa Casa como chefe de uma organização que construía jazigos clandestinos (sem a autorização da prefeitura) e os vendia por preços acima do mercado, sem fornecer nota fiscal ou usando documentos frios. Os montantes seriam desviados para as contas dele e de outras 23 pessoas envolvidas, entre elas, um funcionário da prefeitura.

No dia 28 de outubro, o juiz aposentado e ex-presidente do Fluminense, Francisco Horta, foi eleito como novo provedor da Santa Casa de Misericórdia.

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