Pesquisa aponta que taxistas usam assiduamente aplicativos

Estudo mostra ainda que tem mais mulheres e jovens

Por daniela.lima

Rio - Os taxistas do Rio de Janeiro têm novo perfil: são mais jovens, com mais mulheres ao volante. Além disso, mais da metade dos profissionais usa assiduamente aplicativos por meio de smartphones para conseguir passageiros. Esse é o resultado de uma pesquisa feita pela empresa 99Taxis, que atua em todo o país. De acordo com o estudo, a média de idade dos cerca de 57 mil taxistas cariocas, responsáveis por uma frota de 33 mil veículos, é de 42 anos, sendo que os mais velhos não passam de 66 anos. 

Danielle Vieira%2C taxista há um ano%2C aderiu aos aplicativos que a ajudam a achar clientes mais rápidoAlexandre Brum / Agência O Dia


Segundo o gerente de Operações da 99Taxis, Pedro Somma, a metade dos taxistas do município utiliza algum tipo de dispositivo móvel para se orientar no trabalho. “Essas novas tecnologias é que estão atraindo pessoas mais jovens para o setor”, explica Pedro, ressaltando que a pesquisa mostrou também que o uso de aplicativos faz com que os taxistas ganhem 30% a mais que os que ainda não aderiram a esses tipos de ferramentas virtuais.

Ex-assistente administrativa da Petrobras, Danielle Vieira, de 36 anos, é uma das aproximadamente mil taxistas que circulam pela cidade. Ela entrou na profissão no ano passado e conta que tem dois aplicativos em seu celular, que a ajudam a achar clientes de forma mais rápida e segura. “Passaram a ser indispensáveis no dia a dia. Além de o usuário selecionar o carro que está mais próximo com rapidez, aplicativos dão mais segurança, tanto para os passageiros quanto para nós”, ressalta Danielle.

Mateus Cafezeiro tem 19 anos e dirige táxi há apenas dois meses. Ele divide a direção com o pai, Joel Cafezeiro, de 64 anos. “Também me tornei fã de aplicativos, que fornecem mapas de localização e repassam informações, inclusive com fotos, sobre o nosso perfil e do automóvel para os clientes, através da placa”, diz o jovem.

O engenheiro Gilberto Luiz Siqueira, 47 anos, mora no Centro e só usa táxi para se locomover. “Tenho percebido taxistas mais jovens no mercado. Alguns falam até mais de uma língua”, detalha Siqueira. 

Cooperativas se queixam que novas tecnologias viraram ‘concorrentes’

No Rio, mais da metade dos 57 mil taxistas já usa aplicativos instalados em smartphones. Os mais conhecidos são Easy Taxi, 99Taxis, Taxibeat, Taxijá e ResolveAí. Os dispositivos, porém, viraram uma dor de cabeça para as cooperativas, que se queixam dos novos “concorrentes”, já que as centrais de rádio-chamadas recebem até R$ 2 mil de seus associados. Eles alegam que muitos taxistas estão se afastando das cooperativas e usando os aplicativos, que na maioria dos casos, não cobra nada de passageiros e nem de motoristas.

Na tentativa de impor restrições e regras aos ‘apps’, a Associação Brasileira das Cooperativas e Associações de Táxis (Abracomtaxi), quer que as prefeituras regulamentem de alguma forma essas novas tecnologias. O assunto, porém, ainda não avançou.

Pedro Somma, da 99Taxis, diz que os ‘apps’ dão mais segurança a motoristas e clientes: “Os motoristas só são cadastrados depois que a documentação é checada, assim como antecedente criminal, alvará e dados do carro. Ou seja, os aplicativos dão um raio X completo do profissional”.

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