'Estamos arrasados, foi uma catástrofe', diz primo de crianças mortas em posto

Acidente aconteceu na noite deste sábado, enquanto a família abastecia o carro em um posto em Colégio. Outros três parentes envolvidos na explosão não correm risco de morte

Por hugo.pernet

Rio - A família saiu de uma festa e decidiu abastecer o carro em um posto de gasolina, em Colégio, Zona Norte, para chegar em casa, em Realengo, Zona Oeste. Por volta de 21h30, aconteceu a catástrofe: um cilíndro de de gás natural veicular (GNV) explodiu quando o veículo abastecia no local. Com o impacto, os primos Gustavo e Mateus, de nove anos, foram arremessados para o banco dianteiro e não resistiram aos ferimentos.

Problema em cilindro de GNV pode ter causado explosão em posto de combustível

No Instituto Médico Legal, a família das vítimas estava desconsolada enquanto esperam pelo resultado da necrópsia e preferiram não se pronunciar sobre o incidente. Um primo das crianças, que não quis se identificar, ressaltou apenas que foi uma catástrofe. "Estamos todos arrasados. Realmente foi uma catástrofe. Não estamos aqui para encontrar culpados pela explosão", disse ele, que garantiu que a vistoria do carro estava em dia. Os corpos da vítimas foram liberados às 11h e ainda não há informação do local onde serão enterrados. 

Polícia Civil afirma que explosão aconteceu por causa de a má conservação do GNVEstefan Radovicz / Agência O Dia

Dentro do veículo estavam, também, a mãe de Mateus, Ednéia Oliveira, de 47 anos e a irmã, Letícia de Oliveira, de 19, que foram levadas pelo Corpo de Bombeiros ao Hospital Estadual Getúlio Vargas, na Penha, e já receberam alta. O pai de Mateus, Jorge Magno de Souza Oliveira, que também estava no veículo, se recusou a ser levado à unidade médica.

A polícia informou, neste domingo, que foi realizada perícia no posto de gasolina, e um inquérito instaurado na 40ª DP (Honório Gurgel) vai apurar as causas do acidente. O mau estado de conservação do cilindro de GNV é a principal hipótese da Polícia Civil para explicar a explosão que matou duas crianças. O laudo da perícia sai de 15 a 30 dias. Feridos e parente deverão ser ouvidos ao longo desta semana.

Colaboração de Hugo Pernet

 

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