Por thiago.antunes

Rio - Mais do que um fascinante mapa múndi submarino, o Aquário Marinho do Rio promete se tornar um dos principais centros brasileiros de pesquisas, preservação e reprodução em cativeiro de animais ameaçados de extinção. Em meio ao encantamento da paleta de cores representada por mais de 350 espécies de peixes, crustáceos, répteis e invertebrados, que devem encantar crianças e adultos, cientistas do Departamento de Biologia Marinha da UFRJ terão no local um centro de estudos que promete devolver aos mares brasileiros espécies pouco vistas por causa da ação humana.

“Para várias espécies, como cavalos marinhos, a reprodução em grandes aquários é consagrada. Planejamos lançar os filhotes que nascerem na Baía de Guanabara, e repovoar o ambiente, por exemplo. Para outras espécies, cuja reprodução em cativeiro nunca foi testada, os biólogos pesquisarão seus comportamentos e formas de reprodução assistida, com o intuito de perpetuá-las”, diz o presidente do Instituto AquaRio Marcelo Szpilman. O aquário, na Zona Portuária, será o maior centro de contemplação e mergulho oceânico da América Latina e a inauguração será no primeiro semestre de 2016.

O trabalho dos profissionais será uma atração à parte neste banco de biodiversidade e terá o mesmo destaque dado, durante as visitas guiadas, aos grandes painéis de acrílico que irão separar os visitantes de tubarões e arraias. “Estudantes e professores da rede municipal de ensino terão acesso gratuito ao ‘zoológico marítimo’. Buscamos parceria semelhante com o estado. Queremos crianças encantadas com os animais e com o trabalho feito para preservá-los. Quem sabe, com essas visitas, não ganharemos novos biólogos?”, se empolga Szpilman. De acordo com ele, o valor das entradas para o grande público deve ser em torno de R$ 40.

Peixe-papagaio, Peixe-soldado, Arraia Dasyatis, Dourado-do-mar, Moreia-Pintada e Tubarão Tigre serão atrações do Aquário Marinho do RioReprodução

Mas são os mais de oito mil animais, distribuídos por 28 tanques, de acordo com as suas características, que devem encher os olhos do público. Entre eles, o aquário que abrigará os tubarões promete ser a atração principal. “Junto a eles, as arraias-manta, peixes-lua, tartarugas, estrelas-do-mar e o aquário que representará a fauna marítima dos recifes da região indo-pacífica, retratado no filme ‘Procurando Nemo’, devem ser os preferidos da criançada”, opina o biólogo.

Para os aventureiros natos que costumam reclamar da calmaria dos museus, será possível radicalizar. Entre os passeios cobrados à parte, estão previstos mergulhos junto às ‘feras dos mares’. É isto mesmo. Por aproximadamente R$ 350, será possível nadar no Tanque Oceânico (o maior,com 3,5 milhões de litros d’água) com as mais diversas espécies. E para os estudiosos que preferem acompanhar o funcionamento da obra orçada em R$ 90 milhões será permitida a experiência lúdica de dormir em ‘meio ao mar’, no túnel de acrílico que passará sob seis metros de coluna d’água.

Para garantir a manutenção da vida marítima, o abastecimento dos aquários gigantes ficará a cargo de uma balsa que captará até 4,5 milhões de litros de água, fora da Baía de Guanabara, e os lançará, através de um canal subterrâneo, à estação de tratamento, onde serão filtrados. E no local criado para que todos pensem em voltar, nem mesmo o “até logo” pode deixar de ser especial. Os votos serão feitos por um “peixinho virtual”, personalizado, criado em computador, no momento da chegada. Ele aparecerá em telas de LED durante a visita e dará instruções sobre as espécies, graças aos cartões magnéticos que o visitante carregará nos bolsos.

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