Por tiago.frederico
Karla Sharlene desabafa após morte do filho Gabriel Martins Alves de OliveiraDivulgação

Rio - Karla Sharlene Martins, mãe de Gabriel Martins Alves de Oliveira usou sua conta no Facebook na manhã deste sábado para dizer que a morte de seu filho de 2 anos "não ficará impune". O menino morreu nesta sexta-feira à noite dentro do carro de Claudia da Silva, de 33 anos, que transportava irregularmente a criança para uma creche.

"Meu filho minha vida. O céu está em festa porque mais um anjo de luz está nos braços do Pai. Biel mamãe te ama muito. Sua morte não ficará impune. A justiça de Deus será feita", disse a mãe da criança na rede social. Diversos amigos e familiares tentaram confortar Karla com comentários na publicação. "Prima ele sempre viverá dentro dos nossos corações", disse Alessandra Martins.

Entenda o caso

Por volta de 10h de sexta-feira, Claudia pegou Gabriel na casa dele, como fazia todos os dias, mas na Rua Marechal Antônio de Souza, em Vicente de Carvalho, na Zona Norte, a mulher se sentiu mal e desmaiou. Claudia permaneceu desacordada até 11h30 e, quando despertou, Gabriel sofria uma convulsão e deu entrada morto no PAM de Irajá.

Segundo o delegado Gustavo Castro, da 27ª DP (Vicente de Carvalho), a versão contada por ela é coerente. "Analisamos o telefone celular dela e encontramos cinco chamadas não atendidas, além de várias mensagens de WhatsApp sem responder, durante o período em que ela alega ter ficado desmaiada", avaliou o delegado. Ainda de acordo com ele, Claudia chorou muito durante o depoimento e foi liberada para responder em liberdade.

A polícia realizou perícia e busca imagens de câmeras de segurança para comprovar a versão dela sobre o desmaio. O carro, um Gol preto, chegou a ficar com o ar refrigerado ligado, mas o motor morreu e o equipamento desligou, o que elevou a temperatura interna do veículo a cerca de 50ºC.

Gabriel Martins Alves de Oliveira%2C de 2 anos%2C morreu após ficar 1h30 dentro de carroUanderson Fernandes / Agência O Dia

Cláudia vai responder por licença ilegal da profissão, pois não tem autorização para realizar transporte escolar, e abandono de incapaz que resultou em morte. O delegado Gustavo Castro explicou que ela pode ser inocentada ao fim do inquérito desta última acusação, se ficar comprovado que ela passou mal e desmaiou.

"Estamos ouvindo as pessoas para quem ela prestava o serviço de transporte e não há nenhuma queixa de maus tratos. Os pais do Gabriel já foram ouvidos e não têm nada contra ela, que levava o menino há oito meses para a creche. Tudo indica que foi uma fatalidade, mas vamos investigar para ter certeza", explicou o delegado.

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