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Museu Nacional reabre esta semana

Instituição na Quinta recebe verba emergencial do governo federal e quita parte dos débitos

Por thiago.antunes

Rio - Após um repasse emergencial de R$ 4 milhões, o Museu Nacional, na Quinta da Boa Vista, que fechou as portas na segunda-feira, por débitos com empresas terceirizadas, poderá reabrir para visitação ainda esta semana. O dinheiro foi usado para quitar parte das dívidas com empresas de limpeza e segurança que não recebiam desde outubro. Segundo a direção do Museu, parte dos débitos já foram pagos e as empresas já aceitaram retornar ao trabalho. A previsão é de que até sexta-feira todos os pagamentos já tenham sido feitos e o museu volte a receber visitantes no sábado.

Segundo o vice-diretor do Museu, professor Renato Ramos, os problemas financeiros começaram no segundo semestre de 2014. Nesse período, o governo federal não repassou R$ 60 milhões (20%) do orçamento da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), que gere o local, o que acabou ocasionando os problemas financeiros, inclusive em outras instituições da universidade. O repasse de R$ 4 milhões é um adiantamento do orçamento para 2015, que ainda não foi aprovado.

O Museu Nacional tem coleções de animais empalhados da fauna brasileira%2C entre seus 20 milhões de peças Divulgação

“A empresa de limpeza precisou parar porque não recebia desde outubro. A terceirizada de segurança tem um capital de giro maior, e mesmo sem receber, continuou trabalhando. Já começamos a pagá-los e esperamos que até sexta os funcionários recebam os salário e os benefícios. Essa situação nos deixou tristes e frustrados”, disse o vice-diretor.

O Museu Nacional possui um acervo de mais de 20 milhões de peças, entre múmias egípcias, fósseis de dinossauros brasileiros, insetos, mamíferos empalhados, minerais, artigos indígenas, entre outros itens, que o fazem ser o maior museu de história natural da América Latina.

O museu recebe 300 mil visitantes por ano. Apesar dos problemas financeiros, apenas a visitação foi encerrada. Os cinco cursos de pós-graduação e os outros departamentos continuaram funcionando. O prédio serviu de moradia para Família Real. Lá moraram os imperadores Dom Pedro I e Dom Pedro II.

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