Moradores protestam por falta d'água na Rodovia Magé-Manilha

Segundo manifestantes, há 15 dias torneiras secaram no município de Magé. Cedae prometeu soluções

Por thiago.antunes

Rio - Pelo segundo dia consecutivo, moradores do bairro Barbuda e adjacências, em Magé, na Baixada Fluminense, interromperam o tráfego de veículos por mais de três horas na altura do km 20, nos dois sentidos, da BR-393 (Magé-Manilha), na tarde desta quarta-feira. O protesto foi por causa da escassez de água na região. Segundo os manifestantes, há dois meses não cai água regularmente nas caixas e há 15 dias as torneiras secaram de vez.

Os manifestantes gritando palavras de ordem e exigindo água, atearam fogo em pneus, galhos de árvores e até a uma carcaça de carro, por volta de 15h30. No início da noite, a via ainda não havia sido liberada por policiais rodovíarios e militares, que tentavam negociar a abertura da estrada.

Moradores do bairro Barbuda protestaram contra falta d'água em MagéJoão Laet / Agência O Dia

O engarrafamento chegou a mais de 15 quilômetros, nos dois sentidos da rodovia. "Estamos penando para beber água, tomar banho, cozinhar e lavar roupa. Ontem por exemplo eu e quatro pessoas da minha família fomos obrigados a dividir um balde de água de 10 litros para higiene pessoal", lamentou Martha Firmino, 52 anos, que mora na rua Frechau Gama.

"Não temos água nem para cozinhar e poços artesianos não podem ser cavados por aqui porque a água é muito salobra", completou o pedreiro Jacyr Américo, 50 anos, residente Barreto Dantas. Um oficial do 34ª BPM (Magé) chegou a ir à sede da Cedae do município por volta de 16h30, mas o funcionário da empresa responsável pelo abastecimento na localidade já havia ido embora.

Manifestação interditou os dois sentidos da BR-393João Laet / Agência O Dia

Nesta quarta, a Cedae informou à impresa que a redução na oferta de água em Magé teria como causa a longa estiagem que se agravou por falta de chuva constante nos últimos dois meses. A empresa, paliativamente, fará manobras na rede de abastecimento visando aumentar as pressões e reduzir as flutuações no sistema para normalizar o fornecimento de água à área afetada. A companhia anunciou ainda que está investindo R$ 50 milhões para melhorar o sistema de distribuição na região e que as obras de construção de uma nova rede de captação do Rio Roncador, que banha o município, já foram iniciadas e devem ser concluídas em 20 meses.

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