Pezão nega risco de racionamento de água e aumento de tarifas

Segundo o governador, especialistas afirmam que choverá até maio, e que estado consegue "atravessar essa seca"

Por paloma.savedra

Rio - Apesar de o maior reservatório de água do Rio - Paraibuna, localizado na Bacia do Rio Paraíba do Sul -  ter atingido o volume morto nesta quarta-feira, o governador Luiz Fernando Pezão descartou a possibilidade de haver racionamento de água no estado. Pezão afirmou ainda, durante a posse do procurador-geral da Justiça, Marfan Vieira, que não haverá aumento de tarifas da Cedae. Porém, pediu a colaboração da população. 

Estação de Tratamento do Guandu%2C que abastece a Região Metropolitana do Rio de Janeiro%2C recebe água do sistema do Rio Paraíba do SulFabio Gonçalves / Agência O Dia

Segundo Pezão, especialistas garantem que choverá até maio, e mesmo que não ocorra chuva, não há risco de racionamento: "A gente atravessa essa seca mesmo que não haja chuva". Além disso, Pezão alertou a população, pedindo que evite o desperdício e passem a reaproveitar a água.

O governador explica que o estado já está poupando água de Ribeirão das Lajes e que no pior cenário (que seria a falta de chuva), o reservatório possibilita o abastecimento da Região Metrpolitana durante 3 meses. Além disso, Pezão alertou a população, pedindo que evite o desperdício e passe a reaproveitar a água. 

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Já o secretário de Meio Ambiente, André Corrêa, não descartou o racionamento de água, em seis meses, caso não chova. A declaração foi dada durante coletiva de imprensa, nesta tarde. 

Mais cedo, em entrevista ao Bom Dia Rio, o secretário chegou a afirmar que a Cedae possui um plano de racionamento de água caso seja necessário. Corrêa lembrou que esta é a pior crise hídrica na Região Sudeste dos últimos 84 anos. "No momento, não há uma mudança das questões operacionais da Cedae, mas não descartamos nenhuma possibilidade , dependendo do prazo, de fazer medidas de contenção, medidas de racionamento".

O volume morto pode durar por pelo menos mais seis meses. O secretário também admitiu parte da crise a má administração dos reservatórios do Paraíba do Sul. Segundo ele, já foram economizados cerca de 400 milhões de litros de água através de manobras.

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