Secretário estadual de Ambiente admite existir plano de racionamento para o Rio

Ele não deu detalhes sobre o plano, revelado após o anúncio de que o reservatório Paraibuna atingiu volume morto

Por adriano.araujo , adriano.araujo

Rio - O secretário estadual do Ambiente, André Corrêa, admitiu nesta sexta-feira que a Cedae possui um plano de racionamento de água caso seja necessário. A revelação acontece após o anúncio de que o reservatório Paraibuna, o maior do Rio e localizado na Bacia do Rio Paraíba do Sul, atingiu o volume zero pela primeira vez desde a sua criação, em 1978.

Ele não deu detalhes sobre o plano de racionamento. Durante a entrevista ao Bom Dia Rio, da TV Globo, em afirmou que esta é a pior crise hídrica na Região Sudeste dos últimos 84 anos. "No momento, não há uma mudança das questões operacionais da Cedae, mas não podemos descartar e não descartamos nenhuma possibilidade , dependendo do prazo, de fazer medidas de contenção, medidas de racionamento, isso absolutamente não está descartado(...). A Cedae tem todas as medidas de contingência a serem tomadas".

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Segundo Corrêa, a prioridade é manter o abastecimento para a população e as empresas que atuam na ponta do Rio Paraíba do Sul podem ser as primeiras a sofrer as consequências em um possível racionamento de água.

"Podemos ter, em um curto prazo, problemas com empresas que estão na bacia do Guandu, no final da bacia, e depois onde a Cedae capta água. Nós podemos chegar num prazo curto e dizer para elas (empresas) que vão ter que parar de operar. Porque o governo do Rio, como não poderia deixar de ser diferente, vai priorizar o abastecimento humano", disse.

O volume morto pode durar por pelo menos mais seis meses. O secretário também admitiu parte da crise a má administração dos reservatórios do Paraíba do Sul. Segundo ele, já foram economizados cerca de 400 milhões de litros de água através de manobras.

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