Por felipe.martins

Rio - É de apreensão o clima entre deputados do PMDB quando o assunto é a crise financeira do estado. Ontem, em reunião da bancada do partido na Assembleia Legislativa, parlamentares chegaram a estimar perdas entre R$ 6 bilhões e R$ 9 bilhões por conta das reduções na arrecadação do ICMS e do dinheiro dos royalties de petróleo.

O bafafá é tão grande que, no Sul Fluminense, há quem diga que a montadora Peugeot cogita se mudar para a Argentina em 2018 caso o cenário econômico não melhore.

Mas...

Quem conhece a situação da Argentina diz que a mudança é improvável, já que a crise por lá seria pior que a daqui.

Salários ameaçados

Um observador da situação financeira de cidades do Rio prevê que a queda na arrecadação pode fazer com que metade das prefeituras não pague os salários de março e abril.

Sem contracheque

Servidores do estado não conseguem, há 20 dias, visualizar o contracheque pelo site do governo. A Secretaria de Planejamento diz que a falha no sistema será corrigida até segunda-feira.

Ônibus

Como parte da reaproximação entre PT e PMDB no estado, o presidente da Assembleia Legislativa, Jorge Picciani, aceitou o nome da petista Zeidan para integrar a Comissão de Transportes da Casa. Representantes da Fetranspor não gostaram — em Maricá, onde o marido da deputada é prefeito, ônibus circulam de graça.

O descanso do Tatuzão

Usado na construção da Linha 4 do Metrô, o Tatuzão deixará de operar por um mês. Receberá ajustes, já previstos, na estação da Praça Nossa Senhora da Paz. A máquina vinha escavando 14 metros por dia; acima da expectativa.

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