Morador de apartamento que explodiu respira com ajuda de aparelhos em CTI

Markos Muller teve mais de 50% do corpo queimado e está internado no Miguel Couto; seu estado de saúde é grave

Por paloma.savedra

Rio - É grave o estado de saúde do alemão Markos B. Maria Muller, de 51 anos, morador do apartamento onde houve a explosão que afetou o edifício de número 30 da Rua General Olímpio Mourão Filho, em São Conrado, Zona Sul do Rio na manhã desta segunda-feira. Segundo a assessoria da Secretaria Municipal de Saúde, ele teve mais de 50% do corpo queimado e está internado no CTI, onde respira com ajuda de aparelhos. Markos teve queimaduras na face, no pescoço, no tórax e no abdômen. Ele também sofreu lesões nos membros superiores e inferiores.

GALERIA: Confira fotos da explosão

Moradores de prédio em São Conrado poderão voltar para suas casas em dois dias

Outras três pessoas, segundo o Corpo de Bombeiros, sofreram ferimentos leves e foram atendidas e liberadas ainda no local pelos militares dos quartéis de Copacabana e da Gávea, que prestaram o socorro. Elas foram identificadas como Maria Lúcia M. Ache, 86, Sylsio A. de Azevedo Junior, 64, e Maria E. Franca Piedade, 89.

Peritos observam apartamento após explosãoCarlos Moraes / Agência O Dia

As causas do acidente ainda serão esclarecidas após perícia da Polícia Civil, que já foi solicitada ao delegado titular da 15ª DP (Gávea), José Alberto Pires Lages. O resultado da mesma sairá entre 15 a 30 dias, após a sua realização, e indicará as causas da explosão. Porém, a forte explosão no apartamento 1001 pode ser sido causada por um vazamento de gás, o que acabou atingindo outras unidades do prédio de 72 apartamentos.

Em nota, a CEG informou que enviou equipes ao local e que "as causas do acidente estão sendo investigadas e só poderão ser esclarecidas após as conclusões periciais".

Moradores poderão retornar daqui a dois dias

Os moradores do edifício poderão retornar para suas casas daqui a dois dias. É o que acredita o secretário-executivo de Governo do Rio, Pedro Paulo Carvalho. "No momento, a Prefeitura está organizando como vai deixar as pessoas entrarem em casa para pegarem seus pertences", afirmou o representante do governo municipal.

Segundo o subsecretário de Defesa Civil, coronel Márcio Motta, os moradores serão liberados para pegar seus pertences a partir das 16h. "Entrarão em grupos e vai começar do 1º andar para cima", disse.

Técnicos da Defesa Civil realizam vistorias, desde o início da manhã, no prédio após a explosão ocorrida no apartamento 1001, no 10º andar, que assustou moradores no final da madrugada. Segundo o órgão, ainda não é possível quantificar sobre imóveis interditados, no entanto, riscos de desabamento da estrutura do edifício foram descartados pelo engenheiro Daniel Guerra, em entrevista coletiva.

Eduardo Paes compareceu ao local da explosão nesta segunda-feira Carlos Moraes / Agência O Dia

Segundo a CEG, o condomínio é abastecido por gás canalizado e não consta nenhum registro de solicitação de verificação do apartamento 1001. Ainda em nota, a CEG disse que "se solidariza com os moradores e está à disposição de seus clientes por meio de sua Central de Emergência que funciona 24 horas, todos os dias da semana, pelo 08000-240197. E, neste sentido, reforça a importância da realização da manutenção preventiva pelos clientes em suas instalações internas e aparelhos a gás de seus imóveis".

O prefeito do Rio, Eduardo Paes, esteve no local da explosão nesta manhã junto das equipes da Defesa Civil, CEG, dos bombeiros e das polícias Civil e Militar. "A prioridade é dar assistência aos moradores e mantê-los informados", declarou o prefeito.

Uma assinatura que vale muito

Contribua para mantermos um jornalismo profissional, combatendo às fake news e trazendo informações importantes para você formar a sua opinião. Somente com a sua ajuda poderemos continuar produzindo a maior e melhor cobertura sobre tudo o que acontece no nosso Rio de Janeiro.

Assine O Dia