Paes diz que prédio em São Conrado não corre risco de desabar

Acredita-se que vazamento de gás seja a causa da explosão, que atingiu 72 apartamentos nesta segunda-feira

Por tabata.uchoa

Rio - O prefeito Eduardo Paes foi ao local da explosão em São Conrado, no início da manhã desta segunda-feira e afirmou que o edifício não corre risco de desabar. A explosão ocorreu na Rua General Olímpio Mourão Filho e deixou cinco pessoas feridas, sendo uma em estado grave.

"A prioridade é dar assistência aos moradores e mantê-los informados. O mais importante é que não há risco estrutural", declarou o prefeito, que disse que um vazamento de gás teria causado a explosão. "A suspeita é de gás. As fatalidades devem ser investigadas para que não ocorram novamente", contou.

GALERIA: Explosão em prédio destrói apartamentos em São Conrado

Eduardo Paes compareceu ao local da explosão nesta segunda-feira Carlos Moraes / Agência O Dia

Em entrevista coletiva, o engenheiro Daniel Guerra afirmou que o prédio foi interditado por tempo indeterminado. Segundo a Defesa Civil, ainda não é possível quantificar sobre imóveis interditados. As causas do acidente serão esclarecidas após perícia da Polícia Civil.

Bombeiros dos quartéis de Copacabana e da Gávea prestaram socorro às vítimas. De acordo com os militares, três delas, Maria Lúcia M. Ache, 86, Sylsio A. de Azevedo Junior, 64, e Maria E. Franca Piedade, 89, sofreram ferimentos leves, foram atendidas e liberadas ainda no local. Duas foram levadas para o Hospital Municipal Miguel Couto, na Gávea. Uma delas, um alemão identificado como Markos B. Maria Miller, de 51 anos, foi levado em estado grave. Ele era morador do apartamento 1.001, onde ocorreu a explosão.

Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, o homem passou a por avaliação no hospital. "Ele chegou à unidade com queimaduras de segundo grau no tórax e no abdômen, além de lesão nos membros inferiores e superiores, porém está acordado e agitado, em função do susto que levou com a explosão", explicou a assessoria de imprensa da secretaria.

Explosão na manhã desta segunda-feira em um apartamento destruiu outras unidades de edifício na Estrada da Gávea%2C em São ConradoSeverino Silva / Agência O Dia

Moradora do apartamento 303, no terceiro andar, Sandra Amaral, de 60 anos, pediu aos bombeiros que fossem retirar seu marido de casa à força. "Ele não queria sair do apartamento enquanto não encontrasse nossos três gatos, que se esconderam assim que ouviram o estrondo. Liguei para ele, mas ele desligou o celular. Tive que pedir aos bombeiros para resgatá-lo 'na marra'", contou a senhora. O homem, Roberto Amaral, de 64 anos, foi retirado do apartamento sem os gatos, que foram resgatados logo em seguida.

'Parecia um terremoto'

"Parecia um terremoto. Senti minha cama tremer", disse uma moradora, em entrevista, à rádio CBN. A moradora do apartamento 704, Renata Mesquita, cuja idade não foi divulgada, saiu de casa de roupão mesmo. "Eu estava dormindo. Acordei com a explosão e saí correndo. Falaram que a estrutura da cozinha tinha arriado", disse.

Explosão na manhã desta segunda-feira em um apartamento destruiu outras unidades de edifício na Estrada da Gávea%2C em São ConradoSeverino Silva / Agência O Dia

A explosão lançou escombros para imóveis vizinhos e, segundo relatos, o barulho do estrondo pôde ser ouvido na favela da Rocinha, que fica próxima ao local. Através do WhatsApp do DIA (98762-8248) , um leitor relatou escutou o barulho na Praia de São Conrado. "Trabalho na Avenida Prefeito Mendes de Morais, no número, 1200, em frente à praia, e sentimos essa explosão aqui. As portas de vidro tremeram", afirmou.

De acordo com o Centro de Operações da Prefeitura do Rio, a Rua General Olímpio Mourão Filho foi interditada, na altura do número 30, para ação dos militares. Há retenções na região e agentes da CET-Rio auxiliam no trânsito.

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