Por nicolas.satriano

Rio - O contrato entre a prefeitura e o consórcio Rio Inteligente — relativo à instalação de 500 placas informativas para pedestres na cidade até o fim do ano — vai ser objeto de uma representação no Tribunal de Contas da União (TCU). A vereadora Teresa Bergher (PSDB) questionará os valores divulgados pelo DIA nesta segunda-feira. Segundo a reportagem, cada placa custará o equivalente a R$ 27,4 mil.

“Como os recursos são federais (são da verba para a Olimpíada), cabe uma representação no TCU para que a prefeitura explique, além da discrepância nos valores aplicados, a prioridade na compra destes equipamentos. A cidade tem s outras necessidades. Se a verba está ligada ao turismo, podemos citar, por exemplo, a ausência de banheiros públicos como uma das prioridades”, exemplificou Teresa

A Secretaria de Turismo explicou que as placas são inspiradas no modelo utilizado em Londres. Porém, o valor na Inglaterra teria sido de R$ 18 mil por unidade.

Em nota, o consórcio Rio Inteligente questionou o valor de R$ 27,4 mil por placa e a comparação com Londres, pois na capital inglesa, os valores, materiais utilizados e tamanhos são diferentes do projeto carioca. Outro questionamento do consórcio é que o valor total do plano da prefeitura, R$ 13,7 milhões, não se refere apenas às placas, mas ainda infraestrutura, pesquisa, tecnologia, engenharia, mão de obra e design.

Leia abaixo, na íntegra, nota enviada pelo consórcio Rio Inteligente:

?Em relação à última reportagem publicada no jornal O Dia sobre as placas de sinalização para pedestres instaladas na cidade do Rio de Janeiro, o Consórcio Rio Inteligente informa que a comparação com o sistema utilizado em Londres é infundada. Primeiramente, é preciso saber sobre quais fases do projeto Legible London os valores das peças foram retirados, uma vez que, apenas a título de comparação, o projeto piloto realizado em 2007 teve um valor aproximado de 760 mil libras* e contou com a produção de 19 peças, ou seja, 40 mil libras por placa o que já mostra que a conta está equivocada.

Outro ponto que merece atenção e faz com que a comparação seja incorreta é em relação ao material e tipo de peça empregados em Londres. Em virtude de questões climáticas e geográficas, a necessidade do Rio de Janeiro é bem diferente da cidade londrina, por exemplo, o tipo de material empregado nos postes, o tamanho total das peças e forma de instalação. O valor de investimento no sistema corresponde a todos os gastos que um projeto como esse demanda: infraestrutura, pesquisa, tecnologia, engenharia, mão de obra, design.

O Consórcio Rio Inteligente esclarece também que as placas direcionais que estão sendo colocadas em pontos da cidade do Rio fazem parte de um amplo sistema de sinalização composto por quatro diferentes peças, que se complementam. Após a instalação dessas primeiras placas, serão colocadas as peças com os mapas, que contemplarão a carta geográfica da cidade, com a localização do pedestre entre bairros, mapas 3D com atrativos turísticos, mapa exato com a localização do pedestre, com pontos de atração próximos e raios para situar sua caminhada.

Até novembro deste ano, 500 peças de sinalização serão distribuídas nas quatro principais áreas de fluxo de turista: Maracanã, Centro, Zona Sul e Barra da Tijuca. Atualmente, existem 119 peças instaladas. Até o final do mês de junho, serão mais 75. O cronograma seguirá da seguinte forma: julho (82), agosto (51), setembro (54), outubro (61) e novembro (58).

O Consórcio Rio Inteligente ressalta que, somente após a conclusão de sua instalação, o sistema de sinalização permitirá que o pedestre consiga se orientar, de forma correta, até chegar ao destino desejado. As peças instaladas em Copacabana fazem parte de um projeto-piloto.

Nele, é possível notar que cada peça é vital para o perfeito funcionamento do sistema. O Consórcio Rio Inteligente quer, dessa forma, incentivar o conhecimento cultural e histórico da cidade e contribuir para que tanto os turistas como os locais, tenham mais confiança em seus deslocamentos.


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