Por adriano.araujo

Rio - Será julgado novamente nesta terça-feira o ex-cabo da Polícia Militar Wiliam de Paula, acusado de matar o menino João Roberto Amorim Soares, de 3 anos, em julho de 2008, na Tijuca, na Zona Norte da cidade. O carro em que estavam a criança, seu irmão de nove meses e sua mãe foi confundido pelos policiais com o de um bandido e metralhado.

A nova audiência, marcada para às 13h no 2º Tribunal do Júri, no Fórum do Rio, foi pedida pelo Ministério Público do Rio após o PM ser absolvido no final de 2008. O julgamento que o inocentou de homicídio doloso foi anulado meses depois.

Morto em 2008%2C o menino João Roberto Amorim Soares tinha apenas três anosUanderson Fernandes / Agência O Dia

O julgamento chegou a ser remarcado, mas foi adiado depois que o advogado que defendia o réu desistiu do caso. Ele será julgado novamente pelo crime de homicídio doloso. Elias Gonçalves, o outro PM que estava com Wiliam, também foi absolvido do crime. Ele disse em depoimento que deu apenas um tiro para o alto e que os disparos contra o carro em que estava João Roberto foram feitos pelo cabo.

O Ministério Público questiona a decisão dos jurados que absolveram William do crime. No primeiro julgamento, ele foi condenado por lesão corporal contra a mãe e o irmão do menino a sete meses em regime aberto. A pena chegou a ser convertida para prestação de serviços comunitários por um ano.

Segundo o MP, a decisão contraria a prova pericial que apontou o erro de William e do ex-PM Elias Gonçalves ao confundirem o carro de Alessandra Soares, mãe de João Roberto, com bandidos que estavam em fuga pelo bairro. Os dois foram expulsos pela Polícia Militar.

Ao lado do também ex-PM Elias Gonçalves%2C William de Paula disparou 17 vezes contra o carro da mãe de João Roberto%2C durante perseguição na Tijuca%2C matando o garotoArquivo / Agência O Dia


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