MP e PF fazem operação para prender quadrilha especializada em roubo de cargas

De acordo com a denúncia, grupo realizava os crimes a mando de donos de uma agência de veículos na Baixada Fluminense

Por paulo.gomes

Rio - Agentes do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público e da Polícia Federal realizam operação na manhã desta sexta-feira para desmantelar uma quadrilha especializada em roubo de cargas. Pelo menos 13 pessoas já foram presas na ação.

O objetivo da ação, denominada Roubo e Venda, é cumprir 14 mandados de prisão, sendo que dois integrantes do bando já estão presos, e 13 mandados de busca e apreensão. De acordo com as investigações, os chefes do grupo são Silvio Vinícius da Silva Pinto e Eduardo Mendes de Queiroz, donos de uma agência de veículos em Mesquita, na Baixada Fluminense. O grupo faturava cerca de R$ 500 mil por mês.

O grupo articulava os crimes na agência de veículos Esquina do Automóvel%2C em Mesquita%2C de propriedade de Silvio Vinícius da Silva Pinto e Eduardo Mendes de QueirozReprodução Google Maps

A operação acontece nos municípios de Belford Roxo, Duque de Caxias, Mesquita, Nova Iguaçu e Rio de Janeiro. As investigações apontam que Silvio e Eduardo articulavam os roubos e definiam qual seriam os destinos das cargas. Além disso, eles forneciam os automóveis que eram usados durante a ação dos criminosos.

Os responsáveis pelos roubos foram identificados como: Gilvan Ferreira da Silva, Alexandro Pereira, Luana Gomes de Souza, Sandro da Silva Noronha, João Pereira de Araújo Júnior, Bruno Lima de Freitas, Rafael Silva de Oliveira e Edson Medeiros de Azevedo. Eles agiam a mando de Silvio e Eduardo, roubando transportes de cargas em diversos pontos do Estado. Gilvan é apontado como elo entre os assaltantes e os articuladores dos roubos. As mercadorias ficavam escondidas em imóveis alugados pela quadrilha.

As cargas roubadas eram revendidas em seus respectivos comércios pelos empresários Alexandre de Souza Silva, Alexandro Wagner Sales, Valmir Sales Henriques e Maria de Lourdes Almeida Barbosa. A denúncia também aponta que os alvos da quadrilha eram mercadorias de fácil aceitação no mercado, como roupas íntimas, chocolates, bebidas, peças de carros e produtos farmacêuticos.

Os responsáveis pelos roubos vão responder pelos crimes de associação criminosa e roubo triplamente qualificado. Já os acusados de receptação, irão responder por associação criminosa e receptação.

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