Paes faz campanha para seu candidato em inauguração de piscinão na Tijuca

Prefeito faz marketing para Pedro Paulo durante inauguração de reservatório. 'Vou continuar pedindo votos mesmo', disse

Por adriano.araujo , adriano.araujo

Rio - O prefeito Eduardo Paes (PMDB) inaugurou neste domingo um reservatório de águas pluviais sob a Praça Niterói, na Tijuca. O piscinão é o segundo a sair do papel na região — o primeiro foi na Praça da Bandeira — para melhorar o escoamento de chuvas fortes. Sob a Praça Niterói há três reservatórios de águas pluviais que poderão armazenar 58 milhões de litros de água. Em tom de campanha, Paes voltou a falar abertamente sobre seu candidato à sucessão, o secretário-executivo de Coordenação de Governo Pedro Paulo Carvalho.

“Está aqui o futuro prefeito do Rio, Pedro Paulo. Até que a Justiça Eleitoral me impeça, vou continuar pedindo votos mesmo”, declarou Paes. Numa de suas redes sociais, foi postada uma foto dos dois juntos, com a inscrição “futuro prefeito”. A assessoria do prefeito informou que nem ele nem Pedro Paulo comentariam o assunto.

Pedro Paulo Carvalho (à esq.) e o prefeito Eduardo Paes sambam na inauguração do reservatório na TijucaBruno de Lima / Agência O Dia

No dia 12, na inauguração do Parque Madureira, o prefeito, em tom de campanha, fez elogios a Pedro Paulo num palco e, ao ser questionado por jornalistas, respondeu: “Governo que trabalha sempre está em ritmo de campanha”.

Os elogios de Paes a seu pupilo político vêm sendo registrados desde dezembro de 2014. Em meados daquele mês, empolgado com o lançamento de mais uma obra de infraestrutura do programa Bairro Maravilha, Paes, na presença de deputados e vereadores aliados, discursou: “Quando a gente fala do Pedro ser nosso candidato a prefeito, é porque a gente sabe que o Rio passou muito tempo olhando para trás e hoje está olhando para frente”.

Em nota, o Movimento pela Ética na Política (MEP) do Sul Fluminense, que tem abrangência estadual, adiantou que entrará com representação contra Paes no Ministério Público Eleitoral. “É abuso de poder político, que pode deixar inelegíveis o prefeito Paes e seu candidato, se aplicado o Artigo 22 da Lei de Inelegibilidade”, afirmou o secretário do MEP, José Maria da Silva. 

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