Por thiago.antunes

Rio - O paciente de 46 anos, com suspeita de ter contraído o vírus ebola, está em bom estado geral, sem febre, lúcido e cooperativo, informou a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), no início da tarde desta quinta-feira, onde o homem está internado. A Fiocruz afirmou ainda que ele encontra-se desidatratado e se queixando de dor de cabeça e falta de apetite.No fim da manhã, porém, aceitou alimentação e foi hidratado.

O resultado dos exames deve sair até às 17h. Se for negativo, haverá novo exame em 48 horas. O Ministério da Saúde informou que "para preservar a privacidade do paciente e os direitos legais, as autoridades sanitárias reforçam que o nome deve ser preservado".

Homem com suspeita de ebola chegou ao Rio de Janeiro na noite de quarta-feira e passa por exames na FiocruzReprodução / TV Globo

Depois de ser identificado como suspeito de ter o vírus, ficou em isolamento na UPA, onde foi aplicado o protocolo definido para casos suspeitos de ebola, com informação à Secretaria Estadual de Saúde e ao Ministério da Saúde. Os pacientes e profissionais da unidade que tiveram contato com ele estão sendo monitorados pela Secretaria Municipal de Saúde de Belo Horizonte. A unidade não está recebendo novos pacientes.

O homem foi levado nesta quarta-feira ao Rio em avião da Força Aérea Brasileira (FAB), preparado com o esquema de segurança tanto para o paciente quanto para os profissionais que o acompanharam. A FAB recebeu, do Ministério da Saúde, pedido de uma aeronave para a transferência. De acordo com a Força Aérea, "a tripulação do avião do Esquadrão Pelicano é especializada em missões de busca e salvamento e foi acionada às 10h na Base Aérea de Campo Grande (MS), sede da unidade".

Saúde pública do Brasil está em alerta

O Ministério da Saúde decretou estado de emergência sanitária em todo o país por causa do aumento na incidência de microcefalia em recém-nascidos em Pernambuco: foram 141 casos em 42 municípios em 10 meses, contra média de nove por ano no estado, quase 15 vezes mais. A doença consiste em má-formação que leva à redução do tamanho do crânio de crianças e provoca sérias deficiências de desenvolvimento.

O Ministério da Saúde informou que uma das suspeitas é de que a microcefalia esteja relacionada com o Zika Vírus. A situação de emergência na saúde permite, por exemplo, que sejam contratados médicos e comprados medicamentos sem licitação. Além de Pernambuco, Rio Grande do Norte e Paraíba também possuem notificações da doença, mas em menores proporções.

Anomalia em bebês pode ter relação com o Zika Vírus

Transmitido pelo mesmo mosquito da dengue, o Aedes Aegypit, o Zika Vírus chegou ao Brasil no início do ano e se torna o principal suspeito de causar a microcefalia por causa do período dos registros da doença: as gestantes que contraíram o vírus em fevereiro, nove meses depois, teriam seus filhos com o problema.

No mês de maio, foi confirmado o primeiro caso do vírus no Rio. A Secretaria estadual de Saúde, porém, informou que não possui estatísticas do número de casos de Zica nos municípios, já que a notificação de suspeitas não é obrigatória.

As principais causas da microcefalia são doenças infecciosas, como rubéola e toxoplasmose.

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