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Necessidade do Senado aprovar processo de impeachment preocupa oposição

O deputado Otavio Leite (PSDB-RJ) acha difícil que o pedido de afastamento da presidente seja vitorioso por lá

Por marlos.mendes

Rio - A provável necessidade de a abertura de processo de impeachment de Dilma Rousseff ter que ser aprovada pelo Senado preocupa a oposição. O deputado Otavio Leite (PSDB-RJ) acha difícil que, por conta da maioria governista entre os senadores, o pedido de afastamento seja vitorioso por lá.
Com base no caso de Fernando Collor de Melo, o Senado, a Procuradoria Geral da República (PGR) e a Presidência da República sustentam que a eventual autorização da Câmara dos Deputados não é suficiente para deflagrar o processo de impeachment. 

Contas diferentes
Para o governo, a autorização teria que ser dada por 54 senadores, dois terços da Casa. Já PGR defende que a licença seja concedida por maioria simples, 41 parlamentares.

Café peemedebista
Muito ligado a Michel Temer, Moreira Franco tomou café da manhã ontem com Jorge Picciani, presidente do PMDB-RJ e adversário do impeachment. “A situação do país é muito grave para que que diferenças no partido impeçam a conversa”, afirma o ex-ministro.

O alvo é outro
Quem conhece os meandros da política fluminense aposta: ao atacar o eventual lançamento de Carlos Roberto Osorio à prefeitura, Jorge Piccinni não queria proteger a pré-candidatura de Pedro Paulo Teixeira. Tratou apenas de tentar barrar a chegada de um concorrente à vaga. Até meados do ano, seu filho Leonardo Piccinni queria entrar na disputa.

Queixa contra juiz
E-mulher do juiz Flávio Itabaiana de Oliveira Nicolau, Ieda Aguiar prestou, no fim de novembro, queixa contra ele na 35a DP a ela o acusou de ofendê-la e ameaçá-la. O juiz da 27ª Vara Criminal nega que os fatos tenham ocorrido e diz que tomará medidas judiciais contra Ieda.

Paes, Impeachment e o COI

O impeachment foi uma das preocupações levantadas no encontro, semana passada, do Comitê Olímíco Internacional. Eduardo Paes, que participou por videoconferência, ressaltou que o processo seguiria um rito processual que evitaria traumas institucionais. Frisou que a discussão sobre o afastamento teria prazo para acabar. Na reunião houve também preocupação com a qualidade da água em áreas de competições e com atraso na construção da Transolímpica, que ligará a Barra a Deodoro.  

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