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PM de UPP é liberado depois de ser preso acusado de roubar morador

A vítima relatou na 12ª DP (Copacabana) que o soldado Rafael Abrahão furtou seu relógio e R$ 65, rasgou sua carteira e jogou spray de pimenta em seu rosto. Após ser ouvido na delegacia de Polícia Judiciária, o policial foi liberado

Por felipe.martins , felipe.martins

Rio - Mais um PM de uma Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) foi preso, acusado de roubar um morador de comunidade. O caso dessa vez aconteceu na madrugada de domingo, no Cantagalo, em Copacabana, Zona Sul do Rio. Ele foi conduzidio para a delegacia de Polícia Civil e em seguida para a delegacia de Polícia Judiciária, onde foi ouvido e depois liberado.

A vítima — um homem que teve a sua identidade preservada — relatou na 12ª DP (Copacabana) que o soldado Rafael Abrahão furtou seu relógio e R$ 65, rasgou sua carteira e jogou spray de pimenta em seu rosto. Ele contou que foi abordado por policiais na Ladeira Saint Roman, quando seguia para a casa de seu patrão.

Lotado na UPP Vidigal, o soldado trabalhava em Regime Adicional de Serviço (RAS) na UPP Cantagalo e Pavão-Pavãozinho. Abrahão negou a acusação, disse que abordou o homem na saída de uma boca de fumo, que ele “estava alterado, com o nariz sujo de pó”, e o indagou sobre o que fazia lá, pois era morador da Rocinha, dominada por facção criminosa rival. A Coordenadoria de Polícia Pacificadora abriu averiguação sumária para apurar a denúncia.

No Natal%2C jovens acusaram PMs da UPP Fallet por agressões e abusosAlexandre Brum / Agência O Dia

PMs farão trabalho interno


O caso aconteceu três dias depois de oito policiais da UPP do Fallet serem presos, acusados de torturar, roubar e atirar em moradores da comunidade, como O DIA mostrou com exclusividade no sábado. Os PMs Vinícius de Amorim Tosta, Jordane Cabral da Silva, Wesley Medina Assis, Carlos André Lourenço do Nascimento, Diogo Santos Bocks da Silva, Antonio Carlos de Oliveira, Helder Omena Ferreira Ribeiro e Fabio Carlos Santos da Silva serão soltos hoje, quando vence a prisão administrativa decretada pela PM, mas farão trabalhos internos e não voltarão às ruas. 


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