Rio - A família de um adolescente morto durante um tiroteio na favela do Jacarezinho, na Zona Norte do Rio, no final da noite desta terça-feira, está revoltada. Wesley Daniel Santos Oliveira, de 17 anos, foi atingido por três tiros — na cabeça, no rosto e no peito. "Confundiram ele com um traficante. É mais uma injustiça", disse a irmã do rapaz Eslane Camila Santos, de 21 anos. A mãe Maria Quitéria Conceição dos Santos, de 43 anos, também acredita em execução.
Segundo a família, Wesley Daniel saía de um culto na Igreja Resgatando Almas por volta das 21h30, quando foi surpreendido em tiroteio que acontecia entre policiais militares da UPP e traficantes de drogas.
O rapaz tentou se proteger dos tiros, procurando abrigo em caros estacionados na Rua Zélia quando foi alcançado por PMs.
Um pastor da igreja levou o ferido para a UPA do local, mas ele morreu em seguida. O jovem era trabalhava e estudava e tinha planos de se alistar ao Exército, segundo parentes. O enterro deve acontecer na tarde desta quarta-feira.
A Delegacia de Homicídios (DH) informou que as armas dos policiais foram recolhidas para exames de balística.
"A comunidade está em luto", dizem amigos do rapaz nas redes sociais nesta quarta-feira. "É muito difícil entender, não existe explicação", comentou uma amiga do jovem em sua página no Facebook.