Polícia indicia por lesão corporal grave dois acusados de agredir jovem gay

Jovem foi espancado em Campo Grande, Zona Oeste do Rio

Por felipe.martins , felipe.martins

Rio - O delegado da 35ª DP ( Campo Grande),  Fabio Luis da Silva Souza, indiciou dois acusados de agredir o estudante de publicidade Jonathan Alves dos Santos, de 21 anos. Em maio deste ano, o jovem relatou ter sido agredido por homofobia depois de ouvir comentários homofóbicos dentro de uma van. Ele foi jogado para fora do veículo e agredido com socos e chutes. 

Jonathan Alves foi agredido brutalmenteReprodução / Facebook

Os dois indiciados são Lucas Pereira Ferreira, 21 anos,  e Wellington Pereira da Silva, 24 anos. Eles foram denunciados ao Ministério Público pelo crime de lesão corporal grave. O coordenador do programa Rio Sem Homofobia, Cláudio Nascimento, ressaltou a falta de uma lei federal que venha a criminalizar a homofobia, impediu o enquadramento dos acusados em crime de ódio. 

"Na conversa que tive com o delegado de Campo Grande, ele destacou que a falta de uma lei que equipare o crime de racismo ao de homofobia acabou  impedindo o indiciamento em um crime com pena maior. Isso mostra a urgência de uma lei federal que impeça e puna com maior rigor a violência contra LGBTs", comentou Nascimento.

O crime

Por causa das agressões, o estudante de publicidade quebrou o nariz e sofreu lesões. Ele passou o dia internado no Hospital Oeste D'Or, no mesmo bairro. Médicos vão avaliar se o estudante terá que passar por uma cirurgia no nariz.

No dia do crime, no dia 1º de maio, ele estava acompanhado de um amigo no momento da agressão, por volta das 6h, na localidade de Vila Nova. Eles voltavam de uma festa na boate Fênix, voltada para o público gay.

"Foi tudo muito rápido. Eles me chutaram muito, rasgaram a minha camisa. Me chamavam de 'veado' e outros xingamentos homofóbicos. Fui salvo pelo cobrador da van, que me separou deles", disse. "É a segunda vez que sofro agressões por homofobia. Na virada do ano, de 2013 para 2014, estava com um companheiro quando um homem também meu deu tapas no rosto, na Praia da Barra (zona oeste), contou o rapaz em entrevista logo depois de sofrer as agressões"

O telefone do Disque Cidadania LGBT é 0800 023 4567


Com Estadão Conteúdo


Uma assinatura que vale muito

Contribua para mantermos um jornalismo profissional, combatendo às fake news e trazendo informações importantes para você formar a sua opinião. Somente com a sua ajuda poderemos continuar produzindo a maior e melhor cobertura sobre tudo o que acontece no nosso Rio de Janeiro.

Assine O Dia