Poesia divide espaço com o samba na Tijuca

Evento homenageou Djalma Sabiá, compositor e fundador da Acadêmicos do Salgueiro

Por tamyres.matos

Rio - A cultura de pluralidade no ambiente do samba torna as agremiações espaços propícios para promover as mais diversas atividades. Com isso, o sarau literário “Quintas Poéticas”, realizado pelo bar, restaurante e padaria Caliel, chegou à quarta edição homenageando o baluarte Djalma Sabiá, compositor e único fundador vivo da Acadêmicos do Salgueiro.

A noite de poesia, música e muitas histórias foi na última quinta-feira. Como está se recuperando de uma cirurgia no fêmur, Sabiá, de 88 anos, não pôde ir ao sarau, mas foi representado por um dos sete filhos, o funcionário público e poeta Ruy de Oliveira Costa, 57. Ruy Costa, filho de Djalma Sabiá, recitou versos de sua autoria.

Prestes a lançar seu quarto livro, Ruy recitou versos de sua autoria, contou alguns “causos” de seu pai, reviveu lembranças da infância no morro e emocionou a plateia ao ler uma letra inédita do compositor, “Clareando e Clareada”, que ainda não foi musicada e sofreu algumas alterações do filho de Sabiá.

A ideia de homenagear um dos fundadores do Salgueiro no sarau, que acontece toda terceira quinta-feira do mês no Caliel, foi de Emerson Menezes, organizador do “Quintas Poéticas” ao lado de Marcelo da Paz, dono do estabelecimento. O evento, sempre com um artista homenageado a cada edição, começou em maio e nasceu por sugestão de uma amiga da dupla, Denise Santos, 47. Voluntária em projetos sociais na comunidade, a Dedê do Sal, poeta nas horas vagas, virou apresentadora oficial do sarau. O samba se conecta com a poesia.

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