Unidade referência de Nova Friburgo está com 40% dos leitos exclusivos de Covid-19 ocupados - Divulgação
Unidade referência de Nova Friburgo está com 40% dos leitos exclusivos de Covid-19 ocupadosDivulgação
Por Paula Valviesse
Com uma média semanal da taxa de ocupação dos leitos de UTI em 75% em Nova Friburgo, entra em vigor nesta segunda-feira (20/07) a Bandeira Vermelha, quando apenas as atividades consideradas essenciais são permitidas. Sobre essa situação, o secretário Municipal de Saúde, Marcelo Braune, divulgou um áudio, onde explica que o município está encontrando dificuldades para adquirir medicamentos e insumos e também contratar e manter os profissionais da área de saúde para atuar no tratamento dos pacientes de Covid-19.

“Não basta ter equipamento, respirador e etc para se manter ou ampliar os leitos de UTI, dependemos de insumo e medicamentos, que estão em falta em todo país, e de pessoal, que temos tido grandes baixas na nossa equipe em virtude de contaminação do próprio vírus, basta prestar atenção nos boletins e ver da quantidade [total] de infectados qual é a quantidade de profissionais da saúde”, diz Marcelo.

Sobre a questão dos profissionais infectados, considerando as informações do último boletim, divulgado na sexta-feira (17/07), eles representam 22,9% dos casos confirmados de Covid-19 no município, com 189 registros, sendo uma morte, que aconteceu em maio.

O secretário ainda argumenta que a ampliação dos leitos de Covid-19 neste momento significaria uma diminuição dos leitos para tratamento de outras doenças e de acidentes:

“O hospital não é só para atendimento de Covid-19, ele é para atendimento geral e, com a abertura [de novos leitos] cresce sempre o atendimento por doenças diversas e também por acidentes. Então a gente não pode deixar de considerar isso, se a gente aumenta o espaço Covid-19, a gente está diminuindo o atendimento para atendimentos recorrentes e esses são detalhes que tem que ser lembrados”, afirma Marcelo Braune.

Ainda de acordo com o último boletim Covid-19, a taxa de ocupação dos leitos de UTI do Hospital Municipal Raul Sertã está em 100%, com dez leitos ocupados na unidade, que é referência no tratamento de pacientes com a doença. Já os leitos de enfermaria estão em 70,6%, com 12 pessoas internados.

O município ainda soma em sua taxa geral de ocupação, inclusive para gerar a média semanal, os leitos existentes nos três hospitais particulares da cidade, apresentando atualmente uma média de ocupação de 75% dos leitos de UTI e 49,2% dos leitos de enfermaria.

Na rede privada, o Hospital São Lucas apresenta 66,6% de ocupação de UTIs e 27,7% nos leitos de enfermaria; o Hospital Unimed, 50% na UTI e 33,3% na enfermaria; e o Hospital Serrano, 100% na UTI e 100% nos leitos de enfermaria.

“Os leitos de UTI estão regulados pelo Estado. Se você tem leitos vazios, pode receber pacientes de fora. E se você não tem como internar em UTI, você pode regular e mandar para hospitais de fora do município. O sistema funciona desta forma”, explica Marcelo Braune, que ainda afirma “Por mais que tenhamos vontade de manter a economia girando, não podemos maquiar a situação, porque seria uma irresponsabilidade do Poder Público”.

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