Oposição faz Witzel recuar parcialmente sobre projetos que transferem recursos de fundos

Governo estadual tentou aprovar 16 projetos de uma só vez, para garantir recursos para gastos do ano que vem. Mas oposição fez a discussão se arrastar noite adentro. Sete dos 16 projetos só serão discutidos no ano que vem

Por Maria Luisa de Melo

Indicação legislativa foi aprovada pela Alerj
Indicação legislativa foi aprovada pela Alerj -

Após enviar 16 projetos de lei para a Alerj, na tentativa de raspar os recursos dos fundos estaduais que não foram usadoS, o governador Wilson Witzel (PSC) teve que recuar. Ontem, dos 16 projetos, nove foram retirados de pauta por pressão da oposição e não voltarão este ano. Outros sete começaram a ser debatidos, um a um, contrariando a tentativa do Executivo de aprovar um pacotão de medidas - iniciativa que foi batizada de "tratoragem" (de trator mesmo). A intenção é conseguir recursos para pagar as contas do governo no próximo ano. Para impedir a tentativa, a oposição delongou a sessão extraordinária, que começou às 14h, noite adentro.

Entre os fundos que só deverão voltar no ano que vem estão o de Cultura, Assistência Social e Infância e Adolescência,  de Recuperação Econômica dos Municípios, de Microcrédito para Empreendedores de Comunidades Pacificadas, da Acadepol (Academia de Polícia), de Apoio ao Desenvolvimento Tecnológico, de Fomento à Economia Popular Solidária e da Polícia Civil (Funespol).

FUNDO DE CONTROLE AMBIENTAL É PRINCIPAL ALVO

O principal deles, o Fundo Especial de Controle Ambiental (Fecam) foi o primeiro da lista a ser debatido. O deputado Carlos Minc (PSB) lembrou a importância do recurso para o investimento em saneamento básico. Tal fundo recebe, hoje, 5% dos royalties do petróleo, o equivalente a um total de R$ 700 milhões previstos para o ano que vem. "Foi instituído na Constituição de 1989 e não pode ter outra destinação", criticou. Martha Rocha (PDT) endossou: "A cada R$ 1 em saneamento, economizamos outros R$ 4 em saúde".

A MARCA É DE TIRO, METRÔ RIO?

Porta do metrô com marca de tiro - Divulgação/ Foto do leitor

Uma marca que parece ser de um tiro tem deixado alguns passageiros da Linha 1 do metrô assustados. Um leitor que embarca no vagão nos enviou a foto. O problema está pendente há pelo menos duas semanas, segundo a fonte da coluna. A concessionária Metrô Rio não resolveu o problema. Mas fez um paliativo: colou um adesivo. A empresa nega que a marca seja de um tiro e informa que vai retirar o trem de circulação.

 

QUEM É VIVO SEMPRE APARECE

Depois de deixar o governo e não conseguir se reeleger como estadual na última eleição, André Lazaroni foi visto na festa de fim de ano da Alerj, quinta passada, no Restaurante Albamar, na Praça XV. Ele chegou acompanhado do presidente da Casa.

 

COMEMORANDO COM CANELLA

No grupo que só apareceu na festa de fim de ano da Alerj bem depois do início estava também o emedebista Márcio Canella, que assumiu recentemente a Comissão de Orçamento da Assembleia do Rio.

 

UNIÃO: MAIS DE 200 MIL IMÓVEIS

A Superintendência de Patrimônio da União (SPU) no Rio declarou, num requerimento de informações, que o governo federal é proprietário de mais de 200 mil imóveis no estado. A federal Clarissa Garotinho (PROS) foi quem pediu as informações.

 

GUARDA ARMADA.

Uma reunião está marcada para a próxima quarta-feira com integrantes do Executivo, na Câmara Municipal. A intenção é alinhar as emendas que serão feitas ao projeto que prevê armar a Guarda Municipal.

 

PICADINHO

Depois de realizar festival para 4 mil pessoas, em São Paulo, a festa Tokka Tropical Tour estreia no Rio de Janeiro, dia 27 de dezembro, no Espaço HUB RJ.

O Casa & Gourmet, em parceria com a Corrente pelo Bem, apresentará ao público a primeira árvore de natal solidária, montada com alimentos não perecíveis.

 

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