Então, é Natal...

Por Vitor Almeida

Compras de Natal no calçadão de Nova Iguaçu
Compras de Natal no calçadão de Nova Iguaçu -

E a coluna de hoje é sobre o Natal. Sim, essa data que mexe com as emoções de tantas famílias. Tem família que se desfez por conta das discussões acaloradas suscitadas pelas eleições de 2018. Para aqueles que ainda mantiveram as relações, as piadinhas jogadas no ar durante a ceia serão proferidas por lulistas e bolsonaristas, com toques de rabanada, bolinho de bacalhau e a tão questionada uva-passa.

Os dilemas maternos sobre as festas de fim de ano também vão marcar presença. Sempre a ceia de Natal será a última, pois a matriarca jura que não aguenta mais fazer tanta comida e ninguém ajudar em nada.

Há, ainda, a faxina caseira para limpar a casa para o Natal. Seria para receber o bebê Jesus, recém-nascido, que as panelas precisam brilhar e os conjuntinhos natalinos enfeitar o vaso sanitário e a mesa da sala? É, pode ser.

Isso me fez pensar em uma coisa: e se Ele tivesse nascido no subúrbio do Rio? Os Três Reis Magos seriam o prestacionista querendo doar (ou vender em 4 vezes?) um berço, um vizinho cortando piso já para fazer o puxadinho da casa de Maria e José, e um agiota que faria o empréstimo pro enxoval. E os animais da manjedoura? Vira-latas, principalmente de cor caramelo, com um deles, uma fêmea, batizada com o nome Mel.

Roda de samba arrecadou doações em Casacadura - Divulgação

O verdadeiro espírito do Natal

No último domingo, meu amigo Leandro Leal e eu recolhemos alimentos para auxiliar os profissionais da Saúde do Rio, que ficaram meses com salários atrasados e passaram por um momento muito do ruim. Fizemos uma roda de samba no Espaço Suburbô, em Cascadura, onde a entrada foi 1kg de alimento não perecível. Foi o Quintal do Parentinho Especial, uma edição extra, dedicada a essa causa, do evento que o Leandro sempre realiza no local. Foi um grande sucesso! Papo de uma tonelada de alimento...

Natal pelo Rio adentro

Jamais esqueceria de falar sobre os calçadões de bairro. Seja na capital ou em municípios da região metropolitana, o sentimento é o mesmo: na virada de outubro para novembro, as lojas de colchão, de utilidades domésticas, farmácias e etc tocando o tema de Natal no cavaquinho, ou Simone, ou alguma versão funk temática. Vendedores e camelôs com seus 'lançamentos novos' — como eles mesmos dizem... — trajados com gorro de Papai Noel fecham o pacote para confirmar que já está liberado o clima natalino.

 
 

 

 

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Roda de samba arrecadou doações em Casacadura Divulgação

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