Estudantes fazem manifestação na Tijuca

Jovens protestam contra a redução do número de funcionários do Hospital Universitário Gaffrée e Guinle

Por cadu.bruno

Rio - Cerca de 250 estudantes da Unirio realizam uma manifestação na Rua Silva Ramos, na altura da Rua Professor Gabizo, na Tijuca, na manhã desta terça-feira. Eles protestam contra a redução do número de funcionários do Hospital Universitário Gaffrée e Guinle, vinculado ao curso de Medicina da universidade. Por conta do protesto, o trânsito ficou complicado na região.

Os manifestantes saíram da Rua Mariz e Barros em direção à Rua Silva Ramos, para entregar uma carta aos gestores da Escola de Medicina e Cirurgia. A via chegou a ficar completamente fechada por cerca de 10 minutos, mas às 10h25 tinha uma faixa liberada ao tráfego. Os estudantes pretendem fazer o caminho de volta em direção à Rua Mariz e Barros.

Protesto na TijucaLeitor %40sergioyamasaki


De acordo com o representante do Diretório Acadêmico do curso, Gabriel Zan, a marcação de consultas está suspensa e a universidade não estaria recebendo dinheiro do Governo Federal. "O hospital está parando. A saúde da população e o nosso ensino estão sendo prejudicados", disse.


Empresa gestora divide opiniões

A Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares, criada por lei federal para gerenciar os hospitais da rede, estaria na raiz dos problemas enfrentados pelo Gafrée e Guinle, segundo o o presidente do Sindicato dos Médicos do Rio de Janeiro, Jorge Darze.

Ele diz que o governo federal, ao reduzir os recursos, acaba criando uma situação propícia para a efetivação da empresa, que tem que ser referendada pelos conselhos universitários. Segundo ele, caberia à EBSH a contratação de novos profissionais, em regime de CLT, sem estabilidade.

No entanto, o diretor do Instituto de Pediatria Martagão Gesteira, daUniversidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UFRJ), Edimilson Migowski, é a favor desse novo modelo.

“Hoje temos 33 vagas na emergência da pediatria e apenas 17 médicos. Ao longo de dez anos, perdemos quase 30 profissionais por morte, aposentadoria ou mudança de emprego. Trabalhamos com 200 médicos extra-quadros, sem vínculo empregatício e com salário até três vezes menor do que o de um médico de UPA. A empresa faria as contratações com base nos salários de mercado”, analisa.

Estudantes fizeram protesto na TijucaLeitora %40camile_carvalho



Uma assinatura que vale muito

Contribua para mantermos um jornalismo profissional, combatendo às fake news e trazendo informações importantes para você formar a sua opinião. Somente com a sua ajuda poderemos continuar produzindo a maior e melhor cobertura sobre tudo o que acontece no nosso Rio de Janeiro.

Assine O Dia