Avenida Delfim Moreira é liberada após protesto de professores

Manifestação ocorreu na altura da Rua Aristides Espínola, no sentido São Conrado

Por cadu.bruno

Rio - Cerca de 80 professores da rede estadual de ensino ocuparam por aproximadamente uma hora a Avenida Delfim Moreira, no Leblon, Zona Sul da cidade, na tarde desta segunda-feira.

O protesto ocorreu na altura da Rua Aristides Espínola, no sentido São Conrado. A via já foi liberada ao tráfego de veículos, mas o trânsito segue intenso no local.

Outro grupo de manifestantes está reunido em frente à Câmara dos Vereadores do Rio, mas não há bloqueios no local no momento.

Secretário e professores não chegam a acordo

A Secretaria Estadual de Educação recebeu, na manhã desta segunda-feira, representantes do Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação (Sepe). Durante o encontro, uma das principais reivindicações dos sindicalistas foi a suspensão do corte do ponto.

A Secretaria informou, através do secretário Wilson Risolia, que, de acordo com o departamentojurídico, a paralisação não seguiu os ritos formais e, por isso, está sendo aplicada a falta e os dias continuarão a ser descontados.

Para reverter essa decisão, a Seeduc solicitou que os 0,5% dos professores paralisados voltassem a trabalhar. O sindicato disse que levaria a proposta para a assembléia de quarta-feira no Clube Municipal, na Tijuca. Nela, será apresentado a todos os profissionais da rede o resultado da reunião desta segunda.

Outro ponto discutido na reunião entre a Secretaria e o Sepe foi uma matrícula por escola. O secretário esclareceu que o assunto é igualmente importante para a Seeduc, e lembrou que os novos concursos para professores já abrem quantidade de vagas para 30 horas semanais, ao contrário das 16 horas semanais.

Quanto ao reajuste salarial, a Secretaria reforçou que já concedeu 8% este ano, acima da inflação e acima do reajuste do piso nacional da categoria.

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