Consórcios não cumprem normas e 16 ônibus são retirados das ruas de Niterói

Mesmo com uma década para se adequarem às regras, empresas não adaptaram frotas, que deveriam oferecer condições mínimas de acessibilidade para passageiros

Por nicolas.satriano

Rio - As empresas de ônibus municipais de Niterói tiveram, nesta terça-feira pela manhã, 16 veículos retirados das ruas por não oferecerem acessibilidade adequada - e necessária - aos passageiros. Outros três veículos de linhas intermunicipais que operam em São Gonçalo foram multadas na mesma operação, realizada em conjunto pela prefeitura e o Departamento de Transportes Rodoviários do Rio (Detro).

Elevadores desnivelados, cintos de segurança desregulados e dispositivos que não funcionavam são alguns dos problemas encontrados nos coletivos da Transnit e Transoceânica – consórcios responsáveis pelas linhas municipais. Segundo decreto federal, as empresas de transporte público tinham dez anos para adaptar a frota às necessidades para pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida.

Após uma década, porém, a Transnit e Transoceânica não cumpriram as normas gerais e critérios, considerados básicos. Os consórcios tinham até dezembro do ano passado para concluir as mudanças. “Desde que o prazo da adaptação expirou, temos realizado vistorias constantes. A ideia não é punir, mas conscientizar”, afirmou o subsecretário da Coordenadoria de Acessibilidade da prefeitura, Bruno Teixeira.

O chefe da Fiscalização de Transporte, Paulo Roberto Aurnheimer,  informou que na última ação, em abril deste ano, foram recolhidos 32 ônibus. Nesta segunda, foram 16. Para ele, a redução no número de veículos tirados das ruas mostra que a ação tem surtido efeito.

As empresas podem ser multadas R$ 1 mil caso os veículos voltem a circular antes que os reparos sejam feitos. No caso das linhas intermunicipais, a agente auxiliar de Transporte do Detro, Elaine Lucas, multou em R$ 942 as empresas Rio Ita (linha 481M-Apolo III), Estrela (linha 443-Porto Novo) e Fagundes (linha 431-Monjolos). Neste caso, as empresas podem recorrer.

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